Esse post é para Ninguém: eu não te amo. Eu também tenho o direito de não querer o querer comum, talvez não querer nem mesmo o menos louco. Tenho razão - e me coloco na posição certa pois me julgo sem ajuda - em querer nada, pouco, talvez pouco mais. Mais do que isso, menos do que é "normal". Não suporto o normal, é sempre muito pouco para todo o espaço que eu ocupo. Penso que sou grande, mas na verdade, sou do tamanho de Ninguém. Depende de quem vê / sente / sabe. Talvez eu esteja cético, mas e se não estiver? Então sempre será assim? Marasmo? Lapsos de felicidade? Talvez. Jamais sem dúvida, quase sempre vagamente. Vagamente delirioso no sono da interminável carta a Ninguém, que existe, está vivo e me lê. A Ninguém, não escondo, revelo todos os lados, inclusive o lado de frente, que é lado sim, porque eu quero e escrevi. Então é. De frente, Ninguém vê minha cara. É assim que há de ser, e sempre foi, e sempre me alimentará: escrevo a Ninguém porque sempre, é sempre assim: Ninguém sempre me vê.
Hole In My Mind
A incerteza em relação aos fatos torna minha existência um tanto quanto vulnerável, impede que eu caminhe sempre nos mesmos rumos e siga um percurso linear. Conseguir saber o que irá ocorrer comigo é um presente que poucas vezes recebi. Dessa maneira, meus atos e palavras seguem influências da minha vida: previsíveis para alguns, nem tanto para outros. Surpreendente ou não, percalços à parte, sei que chegarei até o meu destino final, mesmo não sabendo qual é ele, como chegar até ele e quem eu realmente sou.

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