<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802</id><updated>2012-01-20T16:24:37.441-02:00</updated><category term='u'/><title type='text'>Hole in my mind</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>359</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2990811226542569550</id><published>2011-09-25T19:48:00.000-03:00</published><updated>2011-09-25T19:49:41.746-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Porque está sempre lá. Ou aqui. Dentro, mesmo. E nunca vai sair. É como um mal sem cura, uma doença sem saídas, que mobiliza todos em busca da solução. a diferenca é que a minha só afeta a mim. Por enquanto, e ate quando ela existir, nao sera visivel a mais ninguem. Nao porque nao quero. Nao me importaria em ser diagnosticado, mesmo sabendo que e incuravel. Mas nao e visivel. E sentida na pele, antigamente em carne viva; agora em solucos. Esporadicamente. E sempre sera assim. Pois o que tenho feito, desde que descobri que a minha doenca nao seria, jamais, estudada, invrstigada e, entao, resolvida, tem sido tolerar. E respeitar. Porque em progressao, como desenvolvia-se antes, nao conseguia viver, ainda que nao saiba se o que produzo e enxergo agora e, assim, vida. Talvez nem seja a minha. Mas ela esta la. Aqui. Me lembrando sempre que embora nao borbulhe, ela respira. Tambem porque a deixei viver por mim, pois nao sabia como suportar o diagnostico proprio, silencioso e sufocante da solidao. Eu nao quero a cura. Seria preciso nascer de nvo para entender o que eu sinto, mesmo apesar de todos os tudos que eu tenho e sou. Se e que sou. Pois ninguem sabe o que eu sinto no escuro, quando independente do que esta ao meu redor, eu sinto a doenca me sufocar, como se me dissesse, e me lembrasse, severamente, que eu nasci para sustenta-la. E o que eu sempre terei pra mim, e ninguem nunca sabera. Podem ate saber o que, mas o modo e secreto, obscuro e amargo. Nao sera, jamais, compreendido. E nao culpo um ou outro pelos socos no estomago que me despertam quando os engulo completamente em minha sede por salvacao. A culpa - existe culpado por dor orfa? Existe responsabilidade para solidao? - sou eu. Ou nao. Mas nao e justo que sejam eles, que apenas me fazem lembrar, em sopros de desejos de felicidade, amor, atencao e redencao que apesar do insucesso do tratamento, apesar da prescricao sem cura, apesar da fatalidade ser crua, eu ainda nao cedi. Inconscientemente, algum desespero de refutar o fim me arrasta para a vida, mesmo nao pedindo, mesmo nao querendo. E o instinto. Mesmo mutilado pelas dores continuas e sempre em desenvoovimento, eu nao morri. E é o instinto por salvacao - em amor e felicidade e paz - despertada por eles que me revela a sobrevivencia de uma vida marcada, para sempre, pela doenca. A minha solidao tanto luta que ainda vencera, se e que ja nao me tomou por completo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2990811226542569550?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2990811226542569550/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2011/09/porque-esta-sempre-la.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2990811226542569550'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2990811226542569550'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2011/09/porque-esta-sempre-la.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2134915118494802668</id><published>2011-03-07T23:03:00.003-03:00</published><updated>2011-03-07T23:09:33.572-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É exatamente quando todos os outros se agrupam em seus nichos mais previsíveis, acoplando-se em casas de encaixe simétrico e - se não os conhecesse - diria "perfeitos", é exatamente nesse quadro em que me vejo, me sinto e me faço mais - ainda - só. Pois a verdade é que a solidão é uma maldição mascarada, traiçoeira, cínica. Me abraça e me engana como se não me quisesse inteiro e sem restos. É dissimulada no sentido mais extremo da angústia. Que já nem é mais assim. Já é hábito. Assiduidade. Constante. Doença.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2134915118494802668?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2134915118494802668/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2011/03/e-exatamente-quando-todos-os-outros-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2134915118494802668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2134915118494802668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2011/03/e-exatamente-quando-todos-os-outros-se.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5240151192100910000</id><published>2010-11-10T23:44:00.005-02:00</published><updated>2010-11-11T00:45:30.935-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='u'/><title type='text'>A maldição</title><content type='html'>Fiquei muito tempo sem pensar. Começo a achar que desaprendi, que perdi a prática. Tenho passado tanto tempo sendo bêbado e ocupado e encontrado e realizado que esqueci o que é ser infeliz. Agora me vem a ânsia de relembrar, à luz das coisas que eu escrevo. É bem verdade que nunca optei por isso; faço porque sou obrigado e porque preciso de um ponto cego. Bem cego. Ninguém me lê; ninguém me ouve; ninguém me sente. Nunca me senti bem com a idéia de divulgar meu desespero porque não me sinto confortável em exposição, minha alma na vitrine. Também não quero ser importunado com explicações. Eu me chateio muito com os pedidos de clarificação, tanto porque na maioria das vezes eu mesmo não sei explicar o que escrevo, quanto porque tenho preguiça. De pessoas. Quase nunca estou disposto a ser gente e conviver com gente. Dá muito trabalho, e eu me canso fácil. Talvez por isso não insista que alguém me leia: ainda me exaure o trabalho de me relacionar com qualquer entidade que, sabe-se lá porquê, se interessa por mim. Então me conto minhas infelicidades e angústias sem esperanças de salvação. É apenas um exercício de sobrevivência: se não escrevo enquanto morro, corro o risco de viver a mediocridade; a vida branca. Sem pensamentos. Sem pensar. Quase como a vida que vivia há meia-hora, antes de começar acontecer esse desassossego. Eu sou o corredor de todas as turbulências e corredeiras: na estreitidão da minha felicidade, minha alma cansada não me deixa continuar sem antes anunciar esse instante de raciocínio, de pensamentar todas as partes da minha natureza insatisfeita e de meu eterno coração furacaozado, que derrama tudo, até a última gota, neste texto. Nesta maldição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5240151192100910000?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5240151192100910000/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/11/maldicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5240151192100910000'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5240151192100910000'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/11/maldicao.html' title='A maldição'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1570742691663445948</id><published>2010-09-22T15:36:00.002-03:00</published><updated>2010-09-22T15:48:44.726-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A impassividade da leveza que essa nova vida me trouxe duela, agora, com a melancolia que vem da dor de, repetinamente, perder a liberdade. A ausência de desexpectativas, despreparos, desconexão com o outro lado da vida - que não é a morte - é o que traz o gosto bobo de desesperança. Como se os dias dessa vida velha jamais pudessem acompanhar a inexplicável felicidade paradoxal do medo de estar sempre só, perdido, sem dinheiro nem bolsos, totalmente despreparado, sem amor ou reflexo, transbordando a todo momento desorientação, sem segurança ou salvação; e mesmo assim, de qualquer modo, em qualquer lugar em meio a histórias e romances, incontestavelmente achado, como nunca antes, distante e em segredo, feliz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1570742691663445948?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1570742691663445948/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/09/impassividade-da-leveza-que-essa-nova.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1570742691663445948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1570742691663445948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/09/impassividade-da-leveza-que-essa-nova.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-114861785560692491</id><published>2010-05-15T21:42:00.002-03:00</published><updated>2010-05-15T21:51:34.272-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse post é para Ninguém: eu não te amo. Eu também tenho o direito de não querer o querer comum, talvez não querer nem mesmo o menos louco. Tenho razão - e me coloco na posição certa pois me julgo sem ajuda - em querer nada, pouco, talvez pouco mais. Mais do que isso, menos do que é "normal". Não suporto o normal, é sempre muito pouco para todo o espaço que eu ocupo. Penso que sou grande, mas na verdade, sou do tamanho de Ninguém. Depende de quem vê / sente / sabe. Talvez eu esteja cético, mas e se não estiver? Então sempre será assim? Marasmo? Lapsos de felicidade? Talvez. Jamais sem dúvida, quase sempre vagamente. Vagamente delirioso no sono da interminável carta a Ninguém, que existe, está vivo e me lê. A Ninguém, não escondo, revelo todos os lados, inclusive o lado de frente, que é lado sim, porque eu quero e escrevi. Então é. De frente, Ninguém vê minha cara. É assim que há de ser, e sempre foi, e sempre me alimentará: escrevo a Ninguém porque sempre, é sempre assim: Ninguém sempre me vê.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-114861785560692491?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/114861785560692491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/05/esse-post-e-para-ninguem-eu-nao-te-amo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/114861785560692491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/114861785560692491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/05/esse-post-e-para-ninguem-eu-nao-te-amo.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7991035183604386031</id><published>2010-04-13T00:55:00.002-03:00</published><updated>2010-04-13T01:07:46.941-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aceitei e pensei: não há mal em anestesiar o sofrimento. Há tanto tempo sofria que pensei que não causaria danos a minha brincadeira infantil de perfurar agulhas pelo corpo buscando o alívio. Não pensava que pudesse curar todo o mal; queria apenas o intervalo do sufoco. Mas eu sempre me engano quando brinco de fingir felicidade porque nenhum fragmento da minha peça decadente se assemelha à realidade que eu gostaria que existisse. Eu invento para poder escapar, mas sem a esperança de que no escape eu seja feliz. Sempre atuo sabendo que tudo o que está em cena é meu alter-ego, o permitidor, e não o que domina e controla. A anestesia traz diversão. É como álcool, drogas e algum sexo: entorpece e faz sorrir, mas não naturalmente. É induzido. O pior efeito: o fim do efeito. Todas as sensações passam e que fica é o que sempre esteve, como se nada tivesse ficado além de tudo que já ficou por muito tempo e sequer, algum dia, algum momento, em algum lapso da tentativa de existência externa à realidade, tenha deixado de estar. Sempre esteve. Aí volto dos delírios febris e penso: não amar me faz não sofrer a dor da perda. Penso na perda e na dor, e penso que poderia - e deveria - ter sido muito mais feliz em todas as dores de perdas e sofrimentos de abandonos do que nesse lamento oco de falta de todos os outros efeitos. Eu me anestesio para que o vazio doa menos. E no final, mesmo não sabendo mais como é, calculo que o resultado é igual. Estou aqui para registrar que perder e não ter não é sucesso. Dói do mesmo jeito - ainda que eu soubesse como.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7991035183604386031?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7991035183604386031/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/04/aceitei-e-pensei-nao-ha-mal-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7991035183604386031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7991035183604386031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/04/aceitei-e-pensei-nao-ha-mal-em.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1380529492120520276</id><published>2010-01-30T00:05:00.004-02:00</published><updated>2010-01-30T00:21:05.741-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não quero viver para sempre no submundo da felicidade, escondido em esquinas escuras como se tudo o que carrego fosse clandestino. Não é. É o que tenho para me fazer sobreviver por mais alguns dias, o que por si só não é o bastante. Eu me vejo em uma constante fuga, em escapes paranóicos de uma obsessão absurda, infundada, que não me faz bem pois exige que eu seja frio e transparente. Não gosto de buscar o proibido, mas o sigo instintivamente pois de alguma forma, ele me atrai. O impossível sempre é meu foco. Até que o sofrimento da busca inútil seja demais para tolerar para sempre, por todos os momentos em que eu desejar viver, e vagabundamente vivendo, o fardo de amar escondido. Sempre em prece contra a descoberta da minha verdade original, que inevitavelmente nascerá por conta própria, independente da minha rejeição, como se escapasse do meu ventre e chorasse em minha cara: não existe cura para o seu medo de viver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1380529492120520276?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1380529492120520276/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/01/eu-nao-quero-viver-para-sempre-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1380529492120520276'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1380529492120520276'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/01/eu-nao-quero-viver-para-sempre-no.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1692345113737636088</id><published>2010-01-25T01:34:00.004-02:00</published><updated>2010-01-25T11:30:33.663-02:00</updated><title type='text'>Anestesia</title><content type='html'>Eu o encontrei na sala de espera, amuado no canto, inclinado rumo à mesa de revistas imundas e mãos e pés sempre doentes. Não chorava, não assim, como se convencionou chorar. Parecia gritar, gritar baixo, diminuindo em uma gradação tão irritante que quando calou, soltou um berro de silêncio. Como se todos nós tivéssemos ficado surdos de ouvir o seu vazio. Eu não senti a explosão, mas também eu já não sinto nada. Não fez diferença. Não sabia se me aproximava e o tomava brutamente, para acabar com aquele lamento, ou se esperava junto ao tempo que ele precisasse para ressecar indistintamente tudo o que saía por baixo da pele, da boca fechada, do cabelo desarrumado em seu ar maniqueísta de morte ou vida momentânea. Pensei em resgatá-lo. Eu precisava resgatar. Não saberia bem o que fazer com ele, mas vê-lo pulsar em sangue frio não parecia certo. Esperei mais. Pensei que a náusea do incompreensível cederia inevitavelmente à minha espera irritada, cansada. Eu já estava de saco cheio. Eu não sinto e não obrigo que ele também seja indiferente, mas eu decidira sobreviver convivendo com as responsabilidades da minha marca. Eu estava traçado. Ele não era nada, mas estava sendo tudo o que jamais fora, e o tanto que o vi ser, ali, no canto da sala de espera perto da mesa de revistas e jornais nojentos - o que ele foi, ali, ultrapassava todas as iniciações que tentara antes. Também nem sei se já tentara. Mas ali, naquele momento, ele soube - consciente que eu também sabia, obviamente - que ele estava sendo. Tudo o que eu quisera dele, ele não me deu. Ele jamais me buscou. Pode ser que não se lembrava, que me julgasse livre. E sou. Mas eu o quis em minha inexperiência. Minha gênese mal-fadada. Agora, só podia oferecer o resgate. Eu não o toquei. Apenas me aproximei, senti seu medo, ele sentiu minha angústia. Não falou nada, eu também não. Apenas sentimos o que era antes instransponível, e naquele momento, irreversível: sentimos o que passava. Era o peso da solidão. Solidão mútua e recíproca ainda é solidão? Ele fechou os olhos e fez-se menor e mais inclinado em direção ao submundo da sala. Eu entendi, imediatamente, que me rejeitara. Ele queria o resgate, ele sofria a ausência do salvamento. Tudo o que ele queria era o que eu estava oferecendo na carne, instintivamente. Só então percebi que o que ele não queria era eu. Passos retrógrados, comecei a sentir-me menor, diminuía no compasso dos azulejos rumo ao elevador. Nem sei se cheguei até lá. Pouco a pouco, eu diminuí, e comecei a desaparecer com o medo - o pavor - de jamais conseguir voltar a ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1692345113737636088?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1692345113737636088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/01/anestesia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1692345113737636088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1692345113737636088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2010/01/anestesia.html' title='Anestesia'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1618965672069369774</id><published>2009-09-20T22:24:00.004-03:00</published><updated>2009-09-20T22:43:39.938-03:00</updated><title type='text'>Desconvidado</title><content type='html'>Todos as redenções parecem ocorrer sempre nos momentos irreconhecíveis, quando não há sentido, lembranças, e tudo o que nasce já nasce com a pseudoconsciência do fim, fim da felicidade junto ao fim da desordem. Como se a felicidade só fosse possível nos entremeios do esquecível, como se o álcool entorpecesse não somente os sentidos mas também as memórias e os instintos que gritam e reivindicam o seu momento de fé. Apenas porque o efeito é passageiro: os soluços de paixão desaparecem ao mesmo tempo em que a sobriedade ressurge, como se sequer tivesse existido; mas retorna e destrói. Na minha esperança, nada mais surpreende: vivo essa transição como se assistisse reprise das minhas paixões de jovem, compulsoriamente envolvido da pele ao fogo somente à espera da chegada da consciência. Consciência não minha, mas do outro: o encanto acaba quando eu reapareço sem a visão borrada pelo álcool, descartado, descoberto e nu aos olhos do julgamento do não-permitido e do não-permitidor; ele me vê, e diz: 'You, you're not allowed.'&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1618965672069369774?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1618965672069369774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/09/todos-as-redencoes-parecem-ocorrer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1618965672069369774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1618965672069369774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/09/todos-as-redencoes-parecem-ocorrer.html' title='Desconvidado'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5195032495262338013</id><published>2009-07-12T01:10:00.003-03:00</published><updated>2009-07-12T21:28:41.203-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Solidão é uma condição. Não se tem ou se prova: vive-se apesar. Tanto me resume que seria inocência dizer que é apenas parte da minha identidade. Não é parte pois está alinhavada em toda a carcaça original; ela é o cerne, e eu sou franja. Os segundos e terceiros apenas alinham-se à hierarquia natural, já concebida, costurada e engessada. Quem sou eu? Não me encontro em nenhuma parte, pois ainda que pareça enviesado, não sou mosaico - defino-me no vasto vazio onde, certamente, em algum lugar, estou. Inútil resgatar-se por fora, a fora, para fora. Apesar de mim, eu sou ela desde o sangue adentro: a solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5195032495262338013?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5195032495262338013/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/07/solidao-e-uma-condicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5195032495262338013'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5195032495262338013'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/07/solidao-e-uma-condicao.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2306207831767079532</id><published>2009-06-13T00:26:00.003-03:00</published><updated>2009-06-23T22:50:05.733-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando o desespero deixou de beirar a ilusão e transcendeu à realidade, vi-me mais perto do muro: ou mantinha-me pressionado perpetuando o sufoco de uma vida sempre empurrada de volta ao início, ou atirava-me ao outro lado. Meu sangue fervia pungente por jamais saber o que havia do outro lado. Ainda assim, eu o desejava. Sobretudo delirava em febres - ora contínuas ora intermitentes - sobre minha reconstrução após a queda. Pois eu sempre soube que havia nascido trincado, e imaginava que apenas a quebra possibilitaria o recomeço. Eu não sou homem pássível de ser restaurado. Então, eu saltei, e em segundos, vi cada pedaço de vidro estilhaçado remontando a minha identidade fragmentária. Do lado em que estou, agora, sei muito pouco; mas como um morto que se comunica do além, eu digo: prefiro a liberdade doce de poder renascer em vida nova àquela existência falsa; irreal; fadada, desde a ala, ao fracasso - que hoje, morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2306207831767079532?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2306207831767079532/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/06/quando-o-desespero-deixou-de-beirar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2306207831767079532'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2306207831767079532'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/06/quando-o-desespero-deixou-de-beirar.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-951989620994006196</id><published>2009-05-22T00:36:00.002-03:00</published><updated>2009-05-22T00:50:14.794-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não escrevo mais com a ferocidade de antes. Vivia em uma dependência quase química da palavra como se descarregasse com ela todas as minhas frustrações. Talvez eu esteja sem resquícios do vício, ou apenas consertado dos perfuros de alma - eu não sofro mais para escrever, e se escrevo, ainda, deixo de sofrer minimamente no instante em que transfiro a algum ambiente incrível que toma minhas decepções e as transforma em arte amadora, a simples composição que se deseja poética como brinde à sua verdadeira intenção: a salvação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ás vezes, sinto-me de alguma forma cerrado para a palavra, e não consigo fazê-la nascer, não a conduzo, não a torno remédio milagroso. Ela não sai. Releio qualquer bobagem que já esteja escrita e percebo na veia, vergonhosamente, a minha rendição: minha venda à vaidade. Por luxo, opto pela beleza da união das palavras, o que não é o bastante para me satisfazer: a dor permanece. Vejo conjuntos inteiros alinhados porém submissos à ordem que nunca sanará o verdadeiro cerne da (minha) vida. Nesses dias de comércio, sou obrigado, pela lei da sobrevivência, a abandonar o prazer: atiro-me em carne viva ao que o fundo do peito exige falar, e apressadamente paro e abro as feridas sem pena, pois é só do núcleo de todas elas que extinguirei o caos original. Eu abro o peito para dele fluir o sufoco todo. Em um minuto, a exaustão me toma por completo, e inconsciente do trabalho extirpante, abro os olhos e noto a confissão recém criada. A salvação é temporária, e a dor a propulsionará totalmente cíclica em pouco tempo: até que eu chore novamente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-951989620994006196?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/951989620994006196/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/05/nao-escrevo-mais-com-ferocidade-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/951989620994006196'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/951989620994006196'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/05/nao-escrevo-mais-com-ferocidade-de.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2031097482536268590</id><published>2009-05-19T12:08:00.002-03:00</published><updated>2009-05-19T12:12:59.302-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não quero ter para sempre a sensação de vida injusta e incapaz: eu sou assim porque não aprendi a renascer. Em tantas sobrevidas, restou apenas esta, a única que recupera em coração pungente a vergonha de ser apenas o que sobrou. Sou dobrado e costurado: sou o intervalo entre o meu desejo de bem e a minha vocação para o mau. Entre meus pedaços feios, cruéis e obscuros, existe morto o desejo que um dia tive de fazer-me real. Fazer-me bom. É o desespero: registro, em segredo, a minha inadequação: escrevo como tratamento à maldade. Nesse sentido, sou eu quem convive com o fardo da culpa, a culpa de jamais saber livrar-me dela própria e, assim, descaracterizá-la - caminho doente no sufoco de não alcançar o antídoto: des-culpa. E escrevo chorando por não conseguir calar o peso da dor: eu não sei perdoar. Então aqui, nu, deixo que saia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2031097482536268590?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2031097482536268590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/05/nao-quero-ter-para-sempre-sensacao-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2031097482536268590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2031097482536268590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/05/nao-quero-ter-para-sempre-sensacao-de.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-305212171488716774</id><published>2009-04-19T00:56:00.002-03:00</published><updated>2009-04-19T01:18:20.547-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É difícil fingir para quem já tem a verdade. O olhar desconstrói cada intenção, e a resposta me soterra: "Eu sei que você está mentindo". Eu não estava mentindo: eu estava me forçando a acreditar em qualquer coisa que desviasse da vontade de mentir cada vez mais para que ao longo do processo me tornasse falseador, inventor, sonhador e assim abafasse o grito de desespero real. Tão real que sangra. Eu finjo mentir para me fazer resistir, e tanto luto que penso conseguir, até ser derrubado pela verdade de quem me conhece. Sobretudo de quem, ainda que ciente das minhas tentativas, não finge saber que a minha angústia é incapaz de ser retida nas minhas falsas mentiras: assim como eu, ela sobrevive.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-305212171488716774?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/305212171488716774/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/04/e-dificil-fingir-para-quem-ja-tem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/305212171488716774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/305212171488716774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/04/e-dificil-fingir-para-quem-ja-tem.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4657410071770149248</id><published>2009-04-04T17:23:00.002-03:00</published><updated>2009-04-04T17:43:23.513-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Outro dia li alguém dizendo que Fulano havia sido um dos quatro amores de sua vida. A notícia me causou desconforto, não por condescendência à quantidade / qualidade dos amores de Fulano, por imediata referência  a mim: e se, em uma vida toda, existe um número exato de vezes para amar, de pessoas a amar? E se eu, ainda que jovem, já tenha preocemente utilizado todos os meus créditos? Ainda que não saiba muito bem quando a minha terminará, já saberia que terminaria completa, sob a perspectiva de amores vividos, e infeliz, sob a concepção de incompletude que cada um desses amores talhou em mim. Se tivessem me completado, não estaria sem amar há tanto tempo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foram apenas dois. Há muito tempo. Um amor encarrilhado ao outro, um sufoco de alma que desgovernou o moleque inexperiente e tatuou marcas inesquecíveis e irreversíveis. Entre o intervalo inexistente, eu não tive tempo de recuperar os restos de cada amor alinhavado entre o fim e o início do próximo. Foram gêmeos: hoje sou pai solitário. E a distância do tempo de amar me faz pensar em muitas possibilidades, dentre as quais seria inútil apontar a que me veste melhor. Eu a reafirmo em cada sentimento grudado a essa letras.&lt;br /&gt;Posso ser eufemista e pensar que é melhor ser cego agora e guardar as lembranças de todas as visões que tive quando ainda enxergava o mundo além de mim. Mas o sofrimento decorre exatamente de todas as visões do passado imperfeito - porém verossímil - que me garantiu felicidades aqui e ali, e ainda que esburacado, me produziu, assim como Fulano, em homem de amores. Dois amores. Distantes. Velhos. Amores que à parte a esperança, reverberam sua condição: eles acabam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todas as pessoas que existiram na minha vida são, e sempre serão passageiras. Porque o que fica de todas elas é o tênue fio condutor que dita a minha caminhada: é a minha vontade. E a minha vontade determina que nenhum deles resistirá - pois a mim não se lida a não ser com resistência, resistência de alma e coração. Pois eu penso que não são as pessoas que passam por mim: eu é que enveredo pelos caminhos conhecidos e, sapecamente, os deixo. Todas as trilhas sonoras blues que me fazem imaginar partidas, me remetem a pessoas se despedindo de mim - eu jamais me vejo afixado dizendo adeus.&lt;br /&gt;Talvez tudo se resuma nisto: eu sempre partirei das vidas de quaisquer valentes amores que resistirem a mim. Sempre, ainda que imprevisível, vai haver o momento em que eu não desejarei mais amar a quem amo, e ao som da trilha sonora de algum filme antigo brega, eu vou embora com a mesma dor que deixo naqueles que me amaram, mas severamente rasgado pela minha condição: eu sou alguém que parte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4657410071770149248?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4657410071770149248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/04/outro-dia-li-alguem-dizendo-que-fulano.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4657410071770149248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4657410071770149248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/04/outro-dia-li-alguem-dizendo-que-fulano.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7214621213259772931</id><published>2009-03-28T00:00:00.003-03:00</published><updated>2009-03-28T00:26:47.689-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não sou homem para ser descartado. Eu devo, sob quaisquer hipóteses e em circuntâncias extremas, ser considerado, pois eu mereço, sempre, a avaliação. Não tenho furos na superfície que visto e nunca visto nada além do que devo, e assim necessário, sobrevivo alucinadamente do limite, como se meu subsídio nascesse dente de leite órfão: se morrer, não renascerá. E quem pode negar? O que tenho está em display, amostras traçadas nas letras garrafais que minha voz não expressa - elas vivem eternamente sublinhas na dimensão do silêncio, da comunicação i-responsável, pois eu me abstenho de qualquer palavra sufocada no grito. E é ridículo como grito, berro, escandalizo sempre calado, ainda que rasgado em atrito entre o que transmito e o quê dessa transmissão é recebido. Muito pouco. Mas eu nunca deixei de dizer: o meu protesto existe e sempre se renovará à minha saúde de fazê-lo original e forte, sem público afagador, porém com imensa vastidão de milhas a percorrer. Eu calo a fim de não desperdiçar. E tenho preguiça, e me canso, e me exaure o trabalho coletado para comunicar. Por isso, eu falo a quem quero, porque preservo candidamente a vontade. Recursos eu tenho, tanto que às vezes me invejo em ser o eu que eu gostaria de ser, mas não tenho a vontade. Então, quando há, recolho-a aos poucos para convervá-la em alguma fertilidade de alma. Usarei quando precisar renovar, e preciso sempre, quase que no compasso de um suspiro. Mas falar - não. Penso, sinto e vivo tudo para mim e assim componho minha coleção de sentimentos, agrupados tão poeticamente que ao longo dos alunos, o rol cresce e, pueril, me atira na cara: o descarte, ainda que não legitimável, não é sequer opção. Para que servem tantas vidas em um eu se não há mais para compartilhar, meu filho?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7214621213259772931?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7214621213259772931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/03/eu-nao-sou-homem-para-ser-descartado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7214621213259772931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7214621213259772931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/03/eu-nao-sou-homem-para-ser-descartado.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-586366001782893175</id><published>2009-03-15T04:59:00.002-03:00</published><updated>2009-03-15T05:11:50.818-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu vivo angústia da procura, o sufoco de sentir escapado de mim a parte que me cabe, ainda que jamais saiba definir que parte é. É o vazio. É o branco, o poço, o rascunho e o esforço atrapalhados em espiral, pois o sentido não existe, e nem o que eu quero. O que eu quero ainda não tem nome. O momento me faz querer todo, a ingenuidade e encanto da juventude que reencontrei, e dentro disso, resgatar qualquer pedaço de esperança de felicidade e compaixão ainda escondido. É ilusão: o que eu quero é que alguém me ame para que eu seja o ridículo perdedor reconfortado pela salvação: a possibilidade. Hoje eu vivo o esgoto - freios e inacessos peneirando todas as minhas partes retidas no limite da transferência, da corre-cotia às cordas cala-boca na garganta: sem protesto, sem reverberar, sem espera no relógio para o encontro daquele que não vem pois não existe além da minha fé na explosão da solidão. Eu jamais me desejaria se não fosse o que temo sofridamente ser.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-586366001782893175?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/586366001782893175/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/03/eu-vivo-angustia-da-procura-o-sufoco-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/586366001782893175'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/586366001782893175'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/03/eu-vivo-angustia-da-procura-o-sufoco-de.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-488480623997716009</id><published>2009-02-24T21:37:00.002-03:00</published><updated>2009-02-24T21:44:47.131-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foram três carnavais com você, escondidos sob o medo de que tudo passasse com a exposição. Embora não queira de volta, sinto-me inevitavelmente comprometido com a recordação de três anos de diversão adulta à moda privé do nosso carnaval: usufruí da minha juventude ao usar a tua toda pra mim. Não busco mais aqueles dias de clausura quente; mas o que busco me faz parar naquela lembrança, e por todos os carnavais à frente, eu estarei partido entre prazer e remorso, paixão e pena, salvação e dúvida, felicidade e solidão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-488480623997716009?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/488480623997716009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/02/foram-tres-carnavais-com-voce.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/488480623997716009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/488480623997716009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/02/foram-tres-carnavais-com-voce.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-6287115546663977490</id><published>2009-02-22T12:24:00.002-03:00</published><updated>2009-02-22T12:32:58.057-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não espero que quem me fez sofrer tenha vida clara e revigorada até a eternidade. Eu não tenho a capacidade de vislumbrar água a quem me fez pó: não espero por nada além de tudo aquilo que vivi em silêncio, no escuro, nos corredores. Pois só ali, em desamparo, aceitei que em todos os fragmentos da minha continuação, sempre haverá a minha identidade: o desespero, a angústia, o medo, a vergonha, o sofrimento e o fogo queimando a minha pele.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-6287115546663977490?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/6287115546663977490/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/02/nao-espero-que-quem-me-fez-sofrer-tenha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6287115546663977490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6287115546663977490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/02/nao-espero-que-quem-me-fez-sofrer-tenha.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5415123518468979299</id><published>2009-01-12T01:01:00.003-02:00</published><updated>2009-01-12T01:26:32.898-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tinha tantas coisas pra falar, tanto a dizer, e tudo escapa em um sopro: eu não vi a felicidade passar. Penso muito sobre as horas, o retrocesso em curso, e é que não sei esquecer por vontade: não sei porquê insisto na busca do "quem sou eu" se sequer daria conta da descoberta. Pois existir não me basta; eu quero o sabor de todas as graças e dores desde então. Em desespero, vejo a descoberta da ausência passada, vivida com desprezo, desagonia, desangústia, sufoco de jamais ter sufocado no calor da falta, pois em cada buraco encontro um desejo de alteridade; sede de compensação, sempre à espera tonta da plenitude rejuvenescida, quando velho reverteria Deus e sobreviveria rumo à juventude. Sobreviveria chorando. É na fé indesejada e incontrolável de salvação que me apoio como escudo às perdas: acredito na vida ainda que em dor latente e pulsante - fora de controle, sangue fremente anunciando a semivida irreverssível; passos por tropeços tumultuantes à beira. À beira do fim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5415123518468979299?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5415123518468979299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/01/tinha-tantas-coisas-pra-falar-tanto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5415123518468979299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5415123518468979299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2009/01/tinha-tantas-coisas-pra-falar-tanto.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1074289767642607087</id><published>2008-12-27T02:43:00.006-02:00</published><updated>2008-12-27T03:28:15.998-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De todos que eu já amei, você foi a que mais correspondeu, e de todas as felicidades que me deu, poucas são as que esqueci por venturas da idade: guardo a quase-totalidade com choque. Pois todo o amor sôfrego travestiu-se em ilusões de deboche - eu me pergunto se houve entrega ou se eu me fiz crer na sua alma toda a mim, porque o vazio que ela deixou me faz pensar que jamais a tive, ainda que seu peso ocupasse qualquer território dentro de mim. E ainda que fingisse me querer por inteiro, eu sempre te quis mesmo ciente do sue desejo de distância e aversão ao apego emocional. Você teve medo que eu pudesse ver a sua alma - e o que eu mais queria era vê-la indefinidamente. Você não sabe, mas viu a minha: desde o primeiro dia, me despi - como nunca faço - diante de sua autoridade; não consegui vestir-me mais. Por tanto tempo, dedicou-se por completo a mim, e eu vivi a sua vida em prol da sobrevivência da minha, mal sabendo que aquilo não era vida: eu estava parasitando em sua força de semiviver para adubar a minha de viver. Você leu minhas palavras e sofreu; protestou à minha ferocidade, sem nunca compreender que eu vivo à beira da selvageria para que morda na carne o prazer de viver - coisa que você sequer notou. Eu te escrevi tantas vezes, e poucas sorri, pois em cada palavra respiravam a angústia do amor freado ou a lâmina fria da rejeição. E você não me leu como sou: leu-me meninamente e assim me classificou: menino pérola preso às peraltices infantis. Mas tão adulto fui, e você não viu. Tanto fui e tanto quis ser que não percebi que a cada vez que você vivia, eu me cansava de ser; era tanto que me doía, ainda que para você o tudo que eu era não era o bastante. Não era o que você queria. Eu me enganei: te quis na fúria do momento, quando o que mais queria era o momento em fúria que pudesse despertar o fogo de paixão que explode, hoje, em mim. Sem vazão. Em sua totalidade, eu amei - intransitivamente. E, por que não?, amei você. Sempre sabendo da não-reciprocidade. Mas só depois de outros sabores sei que em sua aversão a mim, e em sua deliberada fé na minha agressividade lingüística, sei que após tantos atropelos, você foi a única que me amou. Pois na mentira do sentimento, ele existiu, e no espectro da ilusão, você me deu um amor surreal - sonho decidido. Não acho que não viverei de novo; no entanto, agora sei que o amor com pernas de verdade não me vem ao pé: nasci para criar. Por tudo isso, eu mudo: agora é você. A você, amor de já, nada se aplica, mas o passado explica. Não acho que não seja merecedor, mas para a continuidade da minha aprendizagem (como me canso de existir!), eu assopro: preciso de um momento para deliberar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1074289767642607087?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1074289767642607087/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/de-todos-que-eu-j-amei-voc-foi-que-mais.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1074289767642607087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1074289767642607087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/de-todos-que-eu-j-amei-voc-foi-que-mais.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1412022201359067979</id><published>2008-12-23T20:37:00.002-02:00</published><updated>2008-12-23T20:44:20.702-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>No final, eu escolho os amigos com quem posso ser em resposta a estar, podendo deixar transparecer os mínimos traços da minha realidade que tanto luto em esconder quando em contato aos não-preparados. Embora ame os dois partidos: os prontos e os não-prontos. Porém me faço generosamente verdadeiro apenas com as almas preparadas a lidar com a minha sem julgamentos - pois sei que é inacaba, e assim incompleta, não a entrego em mãos inaptas: concedo a minha verdade àqueles dispostos a sabê-la, mais interessados em experimentar-me do que sanar curiosidades. No final, todos sabem quem sou, mas eu apenas sou diante do cuidado dos que enxergam a fragilidade da minha eterna dor - é a liberdade que me oferecem sem recibo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1412022201359067979?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1412022201359067979/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/no-final-eu-escolho-os-amigos-com-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1412022201359067979'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1412022201359067979'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/no-final-eu-escolho-os-amigos-com-quem.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5971451278089490709</id><published>2008-12-16T18:51:00.004-02:00</published><updated>2008-12-16T19:05:04.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando era muito menino, descobri minha ligação com as palavras. Desde aquele momento, me ensinei a guardar o sentimento e esquecer todas as palavras. Porque depois do tempo certo, eu as altero, substituo e as combino para melhor servir à minha necessidade em algum vazio repentino. E aprendi: tenho todas as emoções guardadas em mim, e as situações, eu apaguei completamente. Só gostaria de ter percebido antes que ao longo dos anos, tenho acumulado mais sentimentos do que meu corpo pode suportar. E em perfeito contraste, eu vago no silêncio verbal da minha amnésia seletiva; todos os diálogos morreram e deixaram em mim o resíduo da nostalgia, da saudade, do desejo de retornar à realidade que me fez feliz, mas sei que jamais conseguirei reconstituir - exceto pela expressão que flui da alma e explode em meu rosto. Às vezes, na imensidão da quietude, juro ouvir vozes de lembrança da minha alegria. Só depois de ardido pelo silêncio, eu descubro que tudo foi um delírio, e todos os sons somente ecoam o sufoco de viver soterrado em emoção sem nenhuma palavra a me resgatar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5971451278089490709?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5971451278089490709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/quando-era-muito-menino-descobri-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5971451278089490709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5971451278089490709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/quando-era-muito-menino-descobri-minha.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1454361670562664900</id><published>2008-12-13T14:32:00.003-02:00</published><updated>2008-12-13T14:44:56.759-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Te escrevo mesmo ciente de sua insignificância à minha vida, recíproca à minha para a tua. Te escrevo para comunicar o incomunicável e atingir o inacessível, distante, recluso. E se te encontrasse, o que diria? Não sei dizer o último gosto; vivo na esperança de que transpareça, de alguma forma, que seja perceptível no meu rosto. Te escrevo sem te considerar leitor, pois não preciso de leitores para que seja capaz de escrever - daí toda nossa irrelevância mútua. Dois seres-humanos sufocados pelo calor do corpo debaixo da insensibilidade da mente: ninguém vê além da pele. Te escrevo, por que? Porque se não o fizesse, estaria negando o traço da minha identidade mais nítido: o impulso da avalanche de pensamentos, sobreposto - imposto - aos solavancos de toque esquisitamente humano, humanamente animal, desconhecido desconhecidos há tanto tempo conhecidos, esquecidos, perdidos, e por isso, imediatamente identificados. Eu escrevo, em prol próprio, a fim de marcar. E te escrevo na ilusão de ouvir teu pensamento gritar à noite: "E aí, será que ele volta?".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1454361670562664900?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1454361670562664900/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/te-escrevo-mesmo-ciente-de-sua.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1454361670562664900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1454361670562664900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/te-escrevo-mesmo-ciente-de-sua.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7295671358762899248</id><published>2008-12-03T23:14:00.002-02:00</published><updated>2008-12-03T23:31:34.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cada escolha implica em uma concessão. Não existe caminho tomado sem perdas. O grande problema, talvez, seja a não consciência disso, o que levaria à ilusão de é possível abraçar o mundo com apenas dois braços humanos. E não é: muitas coisas escapam, e isso é natural, é saudável, propicia inspiração e reflexão sobre aquilo que realmente te toca. Tantas foram as concessões que fiz que, em certo ponto, cheguei a pensar que perdia demais para ganho algum. Abria mão de uma felicidade sem segurar qualquer outras: acabava sempre vazio. Mas o sentimento era apenas reflexo da minha visão faminta pelo todo, pela plenitude em detrimento da vez, o momento, o instante. Jamais escolhi não namorar; mas como não o faço, aceito as aberturas e as invado sem receio de ultrapassar limites intransponíveis. Escolhi, sempre, trabalhar, e não hesitei em abosrver - e aceitar - as limitações que minha escolha traria: eu optei por isso absolutamente consciente. E embora sinta, vez ou outra, a dor da nostalgia do passado branco, da saudade de tudo que não vivi, consigo, ainda que ásperamente, vislumbrar ganhos que consigo fazer-se sobrepôr ao déficit social, do qual sempre me queixei. É como uma balança: qualquer peso desigual destrói o equilíbrio.  Embora muito desejasse, não sou capaz de escolher - dentre tantas as coisas que consigo - as pessoas que gosto. Gosto por certas razões, mais ou menos por certos detalhes, e tenho a convicção dentro de mim de que a hierarquia que existe (pois existe) jamais mudará. Há o tempo, há a distância, há a mágoa; entretanto, as posições se mantêm. Instintivamente, amo um mais que o outro, e por isso, não sou hábil a delinear porquês de meus atos, pois eles mesmo vivem sem seus próprios porquês: um órfão de órfãos, todos cegos, ainda que exalando sensibilidade na pele. Não faço distribuições ou seleções; guio-me rumo àquele que me quer, e me diz, e me deseja sem medo de que não o deseje - pois acima de tudo, deve-se saber que é recíproco, que eu também comunico com a alma, e não com as palavras. E se isso não é percebido, a minha apreciação morre aí, subnutrida de conhecimento da matéria-prima. A verdade última, que ninguém diz, é que embora goste-se mais e menos, existe no meu olhar um reflexo nítido daqueles Iwish to spend the rest of my life with: só vê quem também me exnerga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7295671358762899248?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7295671358762899248/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/cada-escolha-implica-em-uma-concesso.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7295671358762899248'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7295671358762899248'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/12/cada-escolha-implica-em-uma-concesso.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1393994970022455748</id><published>2008-11-09T02:56:00.002-02:00</published><updated>2008-11-09T03:02:47.314-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fatores externos não respondem pela minha dor: eu não sofro por ausência de dinheiro, emprego, amigos, casa para viver ou comida para sobreviver. Minha angústia nasce e morre dentro da mais profunda incerteza, da ferida enterrada que passa raspando do controle de toda minha maquinaria. Meu sofrimento vive dentro de mim; nada o cultiva exceto a metlainguagem da própria devastação: eu choro e lamento a incurável dor original. Sem cultura, sem sutura, sem fé: eu nasci com desvio e sei que jamais me recuperarei da curva que me distancia da humanidade, me fazendo homem luminoso porém fosco, rico e miserável, satisfeito ainda que suscetível às mais hipócritas mortes que uma vida pode sofrer. Minha morte nasceu quando eu persisti: quando sobrevivi - se é que algum dia o fiz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1393994970022455748?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1393994970022455748/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/11/fatores-externos-no-respondem-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1393994970022455748'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1393994970022455748'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/11/fatores-externos-no-respondem-pela.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1666337274950947447</id><published>2008-10-17T01:08:00.002-03:00</published><updated>2008-10-17T01:17:23.624-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu também procuro o amor. Eu não sou diferente das meninas adolecentemente frágeis que choram o desprezo do filho da puta que pensa que tem putas, quando mal homem é; eu sofro os drama infantis das meninas abandonadas que choram a solidão dos amantes cegos, que não as vêem no esforço de ser notadas. Sou a mulher que lamenta a derrota e chora a destruição da amizade, resiste futilmente ao irresistível, e liberta-se ao rouco canto da canção doce. Gosto de flores e cheiros. Choro a esmo, sem tomadas. Sou sensível ao mais sutil toque: a minha pele repele o desgosto, evita o desastre, ainda que jamais o previna em primeiro lugar. Eu sou a mulher que vê a outra como gente, e é capaz de admirá-la enquanto mulher na essência, despudoradamente má, atemporalmente vulgar. Sou a mulher vulgarizada na concepção do sexo. Sou todas mulheres que conheço. E são pouquíssimas. Eu, no entanto, sou muitos, milhares de identidade fragmentadas porém com uma só face gravada na certidão e na lápide: homem indefinidamente homem. Não preciso me explicar. Eu sou a minha imagem mais nítida: uma face barbada e uma alma cor-de-rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1666337274950947447?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1666337274950947447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/10/eu-tambm-procuro-o-amor.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1666337274950947447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1666337274950947447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/10/eu-tambm-procuro-o-amor.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7944970499484045852</id><published>2008-10-04T02:12:00.003-03:00</published><updated>2008-10-04T02:28:01.693-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Triste foi o momento da constatação: o distanciamento é ramificação de nossas condutas separadas. Pois estivemos sendo separados até agora; a história infectou nostalgia e traz a ilusão de que o afastamento é catártico. Tudo o que fomos deu espaço a tudo o que somos, e em nossos compromissos, esvazia-se a nossa necessidade mútua de sobrevivência - aprendemos a respirar sem aparelhos, e assim, por nós mesmos, damos adeus. Eu fico nublado por convenção; não houve revoltas. Por outro lado, em voltas à minha circunferência instintiva, tenho ao alcance de um segredo todos aqueles que jamais se afastarão: é a minha revelação original que tanto omito à espera do êxtase. O último ato. O reconforto do inseparável, o amparo do atado: nós estamos presos à nossa associação, como uma parceria sem lucros ou prejuízos, uma sociedade que nenuhm de nós jamais pensou em criar. Nasceu inesperada. E naquele momento de confirmação da distância, parecia colagem de fotografias das nossas almas, nossa própria serenata em celebração ao ódio matrimonial. Com o meu segredo, definiu-se o parecer: esses passos não têm volta. Sem reversão, é o amor escondido o grande denunciador daquela distância e desta tatuagem serena: cúmplice no cerne e nas aventuras de Monalisa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7944970499484045852?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7944970499484045852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/10/triste-foi-o-momento-da-constatao-o.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7944970499484045852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7944970499484045852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/10/triste-foi-o-momento-da-constatao-o.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2609663455026886055</id><published>2008-09-28T17:41:00.003-03:00</published><updated>2008-09-28T17:43:24.559-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>What saddens me the most is seeing everyone slipping away from me and being left without nothing to hold on to, just barely myself.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2609663455026886055?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2609663455026886055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/what-saddens-me-most-is-seeing-everyone.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2609663455026886055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2609663455026886055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/what-saddens-me-most-is-seeing-everyone.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7754246064405436269</id><published>2008-09-21T00:27:00.002-03:00</published><updated>2008-09-21T00:45:41.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não é que não tenho amigos; não é que não tenho amores. Minhas amizades são mais sólidas do que a minha própria identidade, que em constante mudança, altera-se em personagens que tenho que conhecer e aceitar diariamente. É que assim como eu, as pessoas têm prioridades. E das muitas coisas que sou - algumas assumo, outras não - definitivamente não sou a prioridade de ninguém. Eu, que sempre alinhei as minhas necessidades à frente das dos outros, esperava que, ironicamente, alguém abdicasse de sua sobrevivência para permitir a minha. Abate-me mais a noção de que ninguém é culpado, senão eu mesmo: eu jamais soube me impor como referência. Vez ou outra aludido, mas jamais no núcleo. Tantas são as relações que começam, e tantas são as que terminam; com a mesma efervescência que me entorpecem, chegam ao fim e eu retorno ao ponto de partida: a solidão. As atenções desaparecem com a mesma efemeridade do meu bem-estar, como se a minha existência, de fato, não importasse. Acho até que não importa. E nunca me importei em saber se importa ou não. O fato é que, somente hoje, pensei que o que dói não é saber que ninguém se importa comigo; a dor vem da constatação de que muitos se importam, mas nunca o bastante - e o suficiente - para fazer durar. E ser prioridade. Pois por mais que eu interprete o eufemismo do abandono e a superação em vista ao futuro, eu ainda sinto uma mágoa por sempre viver sozinho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7754246064405436269?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7754246064405436269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/no-que-no-tenho-amigos-no-que-no-tenho.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7754246064405436269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7754246064405436269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/no-que-no-tenho-amigos-no-que-no-tenho.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1553901895007601897</id><published>2008-09-06T01:58:00.004-03:00</published><updated>2008-09-06T02:28:32.043-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O que esperava era a não-condenscendência, não-aceitação dos rios de prosa que ganhava enquanto existia sem saber, pois jamais notara que despreocupadamente vivia, exausta da sofrível punição - autoridades para sempre blindadas - pelo mal irreparável do não. Perdeu tanto tempo preocupada em saber o que não era que jamais soube que parte de tudo aquilo que não construía, de fato, era-se. E escondia de todos, temendo a terrível descoberta do despreparo lúcido - pois até no inconsciente sabia que nada escapava: a retenção era regra; ela mesma freou diante do halo inesperado que ousadamente a impediu. Deixou de ser para pensar. E de pensar chorava. Via-se preenchida da angústia de pertencer à irmandade do calvário branco, assustadoramente infiel. Desocupadamente miserável. Remanescente das aniquilação completa da memória: fotografias sobrepostas não traçam seu desenho, seus traços dissimularam-se contornando as nuances kamikazes do peso da fome. Alimentava-se das vissicitudes para que em fragmentos de sua fé pudesse saber o que queria saber. Não sabia pensar, ninguém a ensinara. Pensava errado. Pensava inchar-se do bafo meninamente transformado em jovem sopro furacãozando a estupidez originalmente sua, e em meandros assim, incertamente agonizava no estímulo da gota da cerveja arada na terra úmida e soterrando a minha alma derradeiramente seca: debaixo dela, eu me afoguei em grãos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1553901895007601897?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1553901895007601897/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/o-que-esperava-era-no-condenscendncia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1553901895007601897'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1553901895007601897'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/09/o-que-esperava-era-no-condenscendncia.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-139958996416352163</id><published>2008-08-24T17:43:00.002-03:00</published><updated>2008-08-24T17:57:20.450-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Foi só naquele dia, na angústia do silêncio e no desespero de não saber o que é que me incomodava, que senti o peso da solidão. E naquele momento, deitado em confluência de cisões, eu compreendi: a minha solidão vai sufocar aqueles que me amam. Eu jamais entendi que a primeira morte fora irreversível; pensava ter ignorado, sustentado, simplisticamente ter sido pó. Ali, então, me vi cansado da fuga: é a solidão que vai para sempre me acompanhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-139958996416352163?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/139958996416352163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/08/foi-s-naquele-dia-na-angstia-do-silncio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/139958996416352163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/139958996416352163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/08/foi-s-naquele-dia-na-angstia-do-silncio.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-441189061703637055</id><published>2008-08-03T21:44:00.002-03:00</published><updated>2008-08-03T22:06:57.724-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Depois do que passou, fica como lembrança a descrença na continuidade da busca, pois a procura cessou naquele exato momento. Nada mais será real depois da fantasia sabiamente construída; foi o paraíso que eu desenhei. E a lembrança não me basta como representação abstrata: eu quero o concreto. Eu vejo, agora, que a capacidade de sentir independe de meus desejos racionais. Para fotografar o meu sentimento, eu escrevo sem enfeites um retrato da minha recente felicidade: total vulnerabilidade à luz do amor respirando em mim. Sem entraves, sem amarras, por inteiro fértil - eu não nego mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-441189061703637055?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/441189061703637055/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/08/depois-do-que-passou-fica-como-lembrana.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/441189061703637055'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/441189061703637055'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/08/depois-do-que-passou-fica-como-lembrana.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2147139321710312368</id><published>2008-07-31T16:50:00.002-03:00</published><updated>2008-07-31T17:11:16.625-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Demorei a perceber que eu não preciso amar somente um cânone. Demorei mais ainda a notar que a minha aproximação a um deles é muito mais reflexo da minha condição intelectual momentânea do que da minha real apreciação de sua obra. E, por mais idiota que pareça, eu não sabia compreender o porquê de minha rejeição à Lygia, Virginia, Clarice, Caio, entre outros, em tantas ocasiões. Pensava que seus escritos se metamorfoseassem independentemente e sorrateiramente, escondidos da minha própria mudança de espírito, como se as palavras se organizassem por si próprias de modo a servir-me uma vez ou outra. E jamais compreendera que enquanto a literatura se mantém intacta - ainda que atual - , quem determina padrões sou eu. A minha mente pede a literatura apropriada, e eu nem sempre sei servi-la.&lt;br /&gt;Cada autor me agrada em um aspecto, e a cada um, teço uma paixão peculiar. Mas, em comum a todos, está a não-exclusividade de satisfação da minha sede por identidade: nenhum deles é sempre o espelho dos meus desejos, e agora sei que isso nunca acontecerá - nem acontecera. Como um consumista em busca da roupa que o caiba, eu busco, incessantemente, a literatura que me vista, sem frouxidão, sem apertos: proporcionalmente perfeita.&lt;br /&gt;Clarice é sempre meu socorro imediato. E, quase sempre, me ampara; das raras decepções, vem a minha confusão: como posso, em um determinado momento, não me identificar com nenhuma de suas palavras? Antigamente, recorria à Virginia. E me distanciei por muito tempo, não sabendo mais entender aquele tipo de sentimento em especial. Caio F. me surpreendeu de imediato, e com a mesma rapidez que me ganhou (com o perdão da pretenção), me perdeu: sua promiscuidade literária me contrangeu com frequencia, e a sexualidade aflorada não me serviu mais. Lygia me coube como artifício supérfluo, um boné em dias de sol: ora adequado, ora não. E, em meio a esses, muitos outros passaram, também perpassando minha inconstante profundidade em seus textos.&lt;br /&gt;Hoje percebo que não adianta recorrer a Clarice toda vez em que minha angústia grita: nem sempre suas palavras me acalentam. O que me conforta é saber que um dia, em outro momento, o memos texto que me fez fechar o livro sem titubear me fará devorá-lo durante uma noite.&lt;br /&gt;E, assim idiota, eu confesso: fiquei feliz ao redescobrir Virginia. O mesmo livro exilado na estante é o que me desafoga hoje. Cada uma de suas palavras parece fazer pleno sentido para o momento atual, como se a roupa maior vestisse melhor o corpo recém-gordo. Mas o melhor de tudo é saber que a epifania de Clarice, a putaria de Caio, o mistério de Lygia e o desespero de Virginia estão sempre nos cabides como fragmentos de identificação, pois ainda que díspares, são resquícios da minha identidade igualmente fragmentária.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2147139321710312368?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2147139321710312368/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/demorei-perceber-que-eu-no-preciso-amar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2147139321710312368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2147139321710312368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/demorei-perceber-que-eu-no-preciso-amar.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-3661917023092817330</id><published>2008-07-28T01:20:00.003-03:00</published><updated>2008-07-28T01:32:22.742-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Por mais que eu me redima das minhas frustrações eternas, sempre haverá, na raíz da ferida, a mesma dor que me debilita desde quando me senti capaz de senti-la: a solidão. Não importam as presenças grandemente fiéis, as cabeças numerosamente costuradas à minha imagem, pois nenhuma delas sobrepõe-se ao grito ardente do silêncio mais barulhento do que todas as vozes que desesperadamente ouço. A ausência apaga em definitivo o calor dos corpos, e totalmente contra o meu desejo racional, eu volto à minha gênese, ao meu nascimento em corte original. Estou fadado à solidão. E a que mais dói é a desconhecida: não a sinto, vejo ou conheço; e por isso mesmo, assim fantasma, me derruba a paz de espírito, como se soubesse que o invisível vai me pegar.Não importa o quanto eu fuja, o quão não-só eu esteja, ele vai me tomar. Vivo constantemente o medo de jamais provar o sabor da vida por tanto temê-la e sofrê-la às custas do fogo de alma incessantemente limando a paz e instaurando a solidão perseguidora do meu eu fujão, fracassado, concretamente visível.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-3661917023092817330?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/3661917023092817330/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/por-mais-que-eu-me-redima-das-minhas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3661917023092817330'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3661917023092817330'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/por-mais-que-eu-me-redima-das-minhas.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4906436687314255653</id><published>2008-07-19T11:34:00.004-03:00</published><updated>2008-07-19T17:56:15.658-03:00</updated><title type='text'>Redemption post</title><content type='html'>Sob o medo da perda, eu vou escrever. Escrevo para marcar, e quase sempre, marco o ruim, o horrível, e mesmo quando não é assim, assim se faz, pelo pessimismo que me é intrínseco e exala naturalmente das minhas palavras que tampouco controlo: fluem com vida independente da minha. E mesmo correndo o risco da confusão, eu preciso registrar. Posso soar piegas, desiludido, incrédulo, mas tudo o que quero fazer é apontar a minha felicidade. Pois até no bem me dilacera o mal: a minha felicidade não se entrega inteira, assim, em vulnerabilidade fértil. Ao mesmo tempo em que me toca, me tira, como se cobrasse um preço para possuí-la. O preço é a dor da fragmentação: pedaços aqui, pedaços lá, e meu eu inteiro fica planejado para uma data incerta. E assim me rasga por completo, pois bloqueia todo o meu ímpeto de, depois de sempre, querer - e poder - ser feliz. Agora, consciente de todos os meus clichês e simplicidade de raciocínio, não temo não ser proficiente; estou aqui para documentar que embora freado pela felicidade chantagista que não me deixa ser inteiro, eu, em contrapartida, me sinto capaz para raptá-la e não pagar preço nenhum: eu tenho esse direito. Esse é o meu direito de, depois de muito tempo, ser feliz. E eu não deixarei fugir. E viverei. E contrariando meu instinto, maquinarei: eu me dei à liberdade de viver sem entraves, sem amarras que tanto me oprimiram em minha busca por esperança - pois nem isso eu tinha. A minha felicidade é clandestina porque não é fácil; mesmo se fosse, eu não aceitaria: eu a quero assim, com o sabor severo da conquista árdua, com os clichês das histórias já contadas, com a labuta incessante para a construção final e sem qualquer desistência. Adoro todas as iniciativas... Eu amo a gastura que me dá quando penso que as paixões de uma vida só poderiam ser melhores se fossem exatamente iguais as minhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4906436687314255653?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4906436687314255653/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/redemption-song.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4906436687314255653'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4906436687314255653'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/07/redemption-song.html' title='Redemption post'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8125547519450452285</id><published>2008-06-29T23:08:00.003-03:00</published><updated>2008-06-29T23:39:44.332-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não tem explicação. Sou indefinidamente rasgado pela emoção sem chave, pelo sentimento sem raiz, nome sem nascimento e fundamentação aérea, vagando imensidões perdidas ali. E aqui. Sou todas as curvas que desenho em meu plano mal-traçado, porque se ao menos soubesse ler, conseguiria, então, decifrar as mensagens em mim escritas. Só o que vejo são símbolos constituintes de um enigma incompleto e inacabado - ainda que severamente pronto. E como pode? Talvez seja o reflexo da minha visão aos que estão de fora, e nestes, incluo eu mesmo: eu me posiciono à minha frente, e cara a cara com a minha história, me deparo com o branco, o vazio, o inconcludente. Não posso culpar ninguém por não saber o que pensar. Nem a mim mesmo. E a dor é saber que nada mais é bom, que a competência é um valor ilusório idealizado pelos imbecis e hipócritas que, como eu, pensam ter. A aventura eu não tenho. Jamais tive o prazer de me atirar na selvageria da vida, e dela resgatar aquilo que me queima; sempre passei ileso. Esta é a minha condição. Esta é a minha natureza. Não busco a felicidade; busco saber lidar com a dor, pois a frustração embutida na pele é inata, e mesmo que não fosse, não saberia aprender a eliminar. Nem quero. Aprendi, ao contrário, a ser feliz com o desespero da doença. O desamparo é um sintoma, o sofrimento um efeito. Não quero cura. Quero o que ainda não existe, pois nem sei o que quero à despeito da minha realização própria.&lt;br /&gt;Não aceito mais invasões. O sangue exposto em meu pescoço já bastou. Não quero mais ser sugado; não quero ser usado. Sobrevivo com o pouco que tenho, e não sofro em não fazer caridade: não dou, não empresto, e nego. Nego meu nome a qualquer outra pessoa que o queira, pois se a mim é pobre, a todos os outros também será. Só permito a invasão da minha entidade pessoal a quem jamais desejar. Assim, como uma surpresa, entrego-me de presente. Tanta é a minha sensibilidade que o que me mata é o tamanho: lamento a pequenez limitante da grandeza que tenho em explosão, e temo que, algum dia, eu não mais exista enquanto matéria física, pois de tanto sentir, implodirei em emoção e explodirei pedaços de melancolia, amargura e acidez, e só ouvirão falar de mim como se sequer tivesse existido. O mini-homem de macro-luz. À mini-vida, ficam as peças resumidoras da imensidão fragmentada da minha identidade: uma cara que queima em fogo morto e apaga-se, aos poucos, em solidão branda e branda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8125547519450452285?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8125547519450452285/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/06/no-tem-explicao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8125547519450452285'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8125547519450452285'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/06/no-tem-explicao.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8559061667735706097</id><published>2008-06-06T05:06:00.003-03:00</published><updated>2008-06-06T20:35:25.379-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E o que há? Agora sobram os destroços de toda a catarse. A demolição da minha estrutura solidamente embutida parece desabar diante de um ou dois miligramas de qualquer substância ironicamente frágil o bastante para me derrubar. E a verdade é que eu eu caio mesmo sabendo que o estranho não me afeta, ainda que me arraste por milhas e milhas afim. Eu não sei o destino. E amo apenas o que não me procura, como um errante em desespero, atúrdido - ainda que ignorante - à procura daquele que me rejeitou. E o detesto sem praga, com mágoa enraizada na construção fundamentada da minha personalidade jamais acabada - porém sempre em linhagem final: vivo no limite do fim - ainda que termine sempre algum começo de prazer ou sofrimento ingerido. E amo: não temo a dor da certeza - a certeza da pausa, da ratificação de que existo enquanto ser-humano expoente em dor e em sangue áspero: pois como na literatura, só o que me resta é fogo morto. Não amo a quem me ama, e preposiciono todos os inpreposicionáveis por acreditar na quebra de padrões, na constituição de uma regra minha a fim de assuntamente respirar o mundo que eu jamais pensei existir: o mundo onde - ainda que no qual - eu saberei gozar, êxtase do eterno aprendiz de sorrateiras mensagens do sexo infantil. Eu assumo a literalidade enquanto me altero em rumo à bipartição insuperável: sou os dois pontos, a exclamação e a interrogação que ninguém sabe compreender. Ainda assim, escrevo. Registro a minha angústia e dor perante as palavras cambaleantes assombradas pelo resquício do álcool. Impresiona a precisão. Ao mesmo tempo em que não posso dirigir, sou capaz de assomalhar o drama que resume a minha vida em enredo passível de análise de julgamento: se assim me quer, sou réu por amar e foder o sexo da inteligência inaceitavelmente material, culpado por não cumprir a tradicional foda humanda da carne trêmula em resposta aos estímulos mais obscuros de descofiança. Sou o obceno covarde de Caio Fernando Abreu e a iniciativa atrevida de Hilda Hilst: escondo-me nos cânones para que, em suas sombras, encontre a minha essência de orquídia: rara, seca, ovulante. Eu amo tudo aquilo que não sou, ainda que não saiba saber a consciência daquilo que sou; perco-me na identidade do gozo, e o que mais quero é gozar, viver além de Valerias, Scarletts e Stefanies que apenas limitam-me enquanto ser-humano nunca mais humano: animal rasgado pela rejeição reverberada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8559061667735706097?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8559061667735706097/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/06/e-o-que-h-agora-sobram-os-destroos-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8559061667735706097'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8559061667735706097'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/06/e-o-que-h-agora-sobram-os-destroos-de.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2257784014141764072</id><published>2008-05-12T02:04:00.003-03:00</published><updated>2008-05-12T11:30:03.128-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu temo que esteja começando a desaparecer. Não consigo me lembrar dos fatos, não me vêm à mente os dias em que fui feliz, tamanha a distância do bem-estar gravado daquilo que vivo hoje. Não é que reclame; nada cai, tudo continua. Mas é na constância de tudo que eu fico gradualmente sem nada, desmorono cada andar até que a estrutura inteira venha ao chão. Não é impossível: é o medo de que eu realmente não saiba fugir da mesmice e fique para sempre preso na superfície, pois cada dia de rotina traduz-se em existência sem fervor, e nada se transforma, a não a ser a minha existência virando persistência, insistência em continuar o nada-sem-fluxo. É como se a sobrevivência não mais constituísse o fim, e sim um (de muitos) meio(s) para atingir qualquer fim que ainda não sei. Assim, instante a instante, não sinto que vivo; sinto que prolongo o estado e atraso o futuro, sempre responsabilizando ele pela revolução, à espera de que, em alguns anos, eu milagrosamente não seja mais eu. Existe o desejo de alteridade e partição daquela identidade que, por ora, não suporto mais. No meio de tanta felicidade, eu olho para o meu rosto feio e me sinto tão estúpido por não aceitar a felicidade rápida e indecente; por que procuro tanto o prazer no difícil? Simplesmente não sei me fazer humano obsceno como todos os humanos se fazem; pergunto-me se sou um bicho, talvez madeira, pois nada que nos outros existe me toma. E se devo dizer, fico mesmo irritado por não compreender o mecanismo da aceitação de valores tão improváveis - mas tão simples - e o porquê de, a mim, soarem bárbaros. Talvez eu seja um bárbaro, mas se um dia souber que eu pertenço a alguma civilização, e que esse povo é humano, ao menos saberei que à alguma espécie me aproximo. Pois sinto a inexatidão de viver sem parâmetros, a dor de somente subexistir enquanto todos existem presunçosamente, como se gritassem da boca deles para a minha: 'Eu sou, eu vivo e gozo'. Eu, em revide, só consigo gritar um som abafado do protesto de uma "pessoa" assim por ausência de classificação. E, então, inclassificável, imensurável, gordo de "i"s em negação da coisa que sou: qualquer bloco pensante vagando, sofrendo, machucando a carne para ver se tudo que aqui dentro fala é capaz de revelar a minha esperança de, um dia, existir e traiçoeiramente transformar isso isto este eu que assumo danadamente para evitar desencaixes - e o que mais faço é desencontrar-me na contramão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2257784014141764072?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2257784014141764072/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/eu-temo-que-esteja-comeando-desaparecer.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2257784014141764072'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2257784014141764072'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/eu-temo-que-esteja-comeando-desaparecer.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7676762455359037589</id><published>2008-05-05T00:51:00.002-03:00</published><updated>2008-05-05T01:20:04.986-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"Ever unfolding / Ever expanding / Ever adventurous and torturous / But never done"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que precisei. Então fiz. Assumo que fiz o cordel do perigo, rodei todas as opções e mesmo sabendo que não era tamanha necessidade, decidi fazer. E não me arrependo de ter sido apressado, pois qualquer medida foi - e será - justificada pela minha pura fé: eu sempre acreditei. Independente da alucinação dos minutos acelerados e ao mesmo tempo sumindo das minhas mãos, eu fiz um trabalho que ninguém mais poderia fazer. Eu decentemente reestruturei toda a história, e se é preciso dizer - e acho que sim - então reconheço sagacidade em cada passo, em cada noção sobreposta ao medo (inconveniente) do julgamento: adoto todas as minhas mansões como simples, naturais, ínfimas exposições escapadas de um momento em que me dispus a fazer, e fiz. Não que tenha me custado tempo, ou dinheiro. Se me cusotu algo, e ainda penso nisso, foi somente as idéias. E essas eu tenho de sobra, como uma maquinaria euopéia - e assim elegante - de invejável labuta intrincada, trabalho interminável de (re)produção em massa: eu não vivo de pouco. Vivo de tanto que a imensidão do meu espaço me foge, e às vezes, luto para imaginar em amplitude física o alcance humano que tem a minha força - sobrenatural, inexplicável pilar de eloquência que de tão feroz, me faz leão em busca incessante, apreensiva, corrida e ácida na ponta da lâmina em carne viva: ninguém me escapa albino. Se me viu, sentiu-me, e assim, então, irreversível. Pois já agora, entendo que a minha vida escapole dos quadrados reservados à alegria tradicional e que jamais se enquadraram nos padrões que eu nunca criei, mas que nasceram comigo e a mim se grudaram, definindo-me único e estranhamente surreal. Daí a dúvida da existência. Afinal, será possível? Difícil é compreender com ferramentas banais essa onda sorrateira que me leva para qualquer lugar sem que eu saiba o destino, e ainda que me afogue em clichê, nunca saberei explicar como lá cheguei, da mesma forma como desconheço qualquer letra já escrita aqui desde que sentei-me, e, sem pensar, derrubei pilhas de angústia guardadas. Vou pelo som. Mantenho silêncio, mas a cada grupo, ouço o ruído da letra, e dela, ligo-me a outra que com ela se parece, e nessa ciranda que baila em compasso dos meus pensamentos, sou chamado pela loucura e desconcerto. Mas ninguém conhece a verdadeira resposta, e a minha condição é narcisa: transgressora das regras e egoísta para a salvação da minha sanidade, ilícita, mas por quê? Porque subverte o esperado e conduz os mais despreparados a esse Inferno que é o conhecimento de mim: eu sei, eu vivi, e jamais me desvencilharei. Por isso, fiz o que precisava. Precisei muito mais de você do que você acredita saber, e acho mesmo é que não sabe nada, vive mais à margem à mercê do inesperado, como um errante nu sem restrições nem compaixão. Eu moro no meio, e à profundidade me apego por nela viver em constante planejamento de felicidade - e ainda que ela resista, eu é que a busco, e não ela me espanca a face como dilacera a tua em espasmos de dor que finge não ver. Não sou marginal pois não resgato resíduos; eu quero o inteiro, a totalidade do senitmento de combinar o peito com a luz, e assim, atingir o fim: eu quero o todo da vida. E para isso, fiz o que precisei. A minha única justificativa é essa que dou. E embora não saiba - nem possa - ratificar conscientemente cada argumento, confio no meu vagão. É o prelúdio da minha identidade sempre reveladora, sempre em expansão, sempre aventureira e torturosa, mas nunca acabada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7676762455359037589?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7676762455359037589/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/ever-unfolding-ever-expanding-ever.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7676762455359037589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7676762455359037589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/ever-unfolding-ever-expanding-ever.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2592631507368944105</id><published>2008-05-03T01:27:00.002-03:00</published><updated>2008-05-03T01:57:37.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu tenho o tempo. O tempo que quero para aliviar da alma todos os sopros cinzas, todas as minhas cascas sobrepostas ao buraco feroz da pressa com que busquei a minha aceitação na Ânsia de, em um instante, ser aquele que eu nunca soube ser. Por isso me amansa o reflexo da falha daquele molde falso, tão reveladora é a imagem da volta ao cerelépe quadrado inicial: sem saldos, sem bônus, com alguns princípios como barra a me segurar e não cair - eu sempre amo a queda com a dor que ela traz nas costas largas! Ah, aquele impacto eu senti. E hoje sobrevivo por ele através do pingo que me faz espetáculo de redenção em anúncio fiel: eu tenho o tempo. E eu sei que despencarei em qualquer nível que esteja; quero mais é fragmentar-me contra alguma borda ríspida somente para tirar a prova de que saberei reconstituir cada peça - conscientemente - ao molde adequado. Não estou sem amparos. Estou vivo à prova das oscilações adolescentes - severa nostalgia - e da caduquice adulta: vivo à beira da infância comprada. Como se alguém precisasse da minha falha, experimento espertamente um sofrimento puro que me refaz data e corpo da mensagem enviada. É a resposta que eu abraço com felicidade: o tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2592631507368944105?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2592631507368944105/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/eu-tenho-o-tempo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2592631507368944105'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2592631507368944105'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/05/eu-tenho-o-tempo.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8191360554552606692</id><published>2008-04-08T00:11:00.002-03:00</published><updated>2008-04-08T00:25:46.172-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É a solidão. É o vazio. Ausência que corrói. E dizer o quê? Sempre o mesmo cansa, e se não é o mesmo, não quero escrever; então, lá, vivo o susto, a imprevisibilidade da fuga. Pois eu fujo em velocidade frágil, escondendo da minha consciência que, atrás dela, existe o peso da aceitação: a fuga me convém. Eu não sou para os outros; eu não sou moldado e nem atendo a ninguém. Isso eu sei. Minha condição é ser sozinho - não solitário. No meu desencontro de companhia, me satisfaço comigo mesmo, tanto em alma que me nauseia a minha imagem para sempre fixada em mim, nunca desfaz, jamais descola. Eu luto contra o meu bloqueio inexplicável da liberdade: estou preso inclusive no meu sorriso genuíno, na minha diversão pura - travestido de um eu-distorcido, oportunista. Uma pessoa me vê. Mas cala. O resto - sequer imagina. Eu vejo nos olhos de qualquer um que me tem e sei que não me tem, jamais me teve, pois nunca saberá entender o que nem eu sei traduzir, mas vivo sem escapes. Ela vê. Ela sabe. Ela não quer saber, mas sabe de tudo. Não acho que me imagine uma farsa (porque não sou). Só acho que prefere desacreditar na imagem estampada atrás dos olhos, e opta por crer na ilusão que ue represento. Eu não acredito; eu me entendo e me conheço - e ela também. Mas nenhum de nós me aceita. E vai ser sempre assim: minha liberdade vendida ao superego costurado no ego real, sempre limitante, sempre preso, sempre buscando tudo o que já sabe o que quer desde que vive - mas não pode. Eu não pretendo revolução. Todos ao meu lado não me significa nada; não fico nem mais nem menos morto. E nada mudará: todos os ideias estão ocultos na revelação da minha verdade que me apara, me conduz, me desfaz, me oscila, me suspende e suplica por abraço - o acolhimento de mim mesmo dos recessos que sempre fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8191360554552606692?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8191360554552606692/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/04/solido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8191360554552606692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8191360554552606692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/04/solido.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4436062268482569832</id><published>2008-03-29T00:47:00.002-03:00</published><updated>2008-03-29T00:59:25.233-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Todo o álcool me teletransporta - ainda que eu jamais compreenda o signficado literal dessa palavra - para a liberdade sempre desejada, pouco atingida: o meu sangue trinca meus medos, e em ebulição assuntosa, faz-me bêbado de felicidade. Penso em felicidade impostora, bem-estar produzido à força e nada natural. E não me importo: se o que me resta é a pólvora do álcool como restaurador da minha estrutura desabada, mal posso, então, esperar pela explosão do todo em um - a catarse e a revolução do meu retrato representando vitória. Eu me permiti. Todo esse tempo eu não soube revelar a quem quisesse ouvir que a minha condição vive atrelada às minhas recessões. A condição existencial sucumbe à condição do sim: eu afirmo o meu contorno enquanto reflexo de mim, aceito o que sou e deixo translúcida a minha face partida do amor. O amor não me importa, não me faz, não me define como sucesso sem gozo exibicionista. A minha patologia é gozar de mim: gargalho a todo instante do bêbado intelectual assoprando dores, angústias e perfurações para enxergar, na pele, a ferida dilacerada sorrindo ao compasso da recuperação costurada - os retalhos montam a minha cabeça quebrada em 4 pelo quebra-cabeça da eterna luta entre lucidez e embriaguez. Se a esperança se esconde, o escape me faz encontrá-la para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4436062268482569832?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4436062268482569832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/03/todo-o-lcool-me-teletransporta-ainda.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4436062268482569832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4436062268482569832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/03/todo-o-lcool-me-teletransporta-ainda.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8737304838822088463</id><published>2008-02-26T00:04:00.003-03:00</published><updated>2008-02-26T02:10:40.890-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho tanto medo de perder que a minha covardia de fé me deixa cego sem um feixe de nitidez, e apaga da minha mente verdades alimentadas em estômago árido. Eu sofro a dor da ausência do prazer jamais sentido, lamento a fuga de tudo que eu nunca tive, e mesmo assim, sinto o gosto fresco como se ainda estivesse em mim. A melancolia me alivia das profundezas quando avisa que é hipócrita pensar a morte que nunca nasceu: sofrer em vão é para quem tem espaço, e eu estou cheio. Sem vagas. Não perco o que nunca tive, e eu nunca tive isso. A visão da derrota nada mais é do que uma ilusão imbecil de quem sequer experimentou um ponto perdido: eu sempre ganhei até mesmo nas quedas. E eu não sou covarde de recusas - eu invisto no sim quando ele existe; fantasmas assombram a minha vida de nãos e nãos sobreviventes à carnificina da caça às bruxas. Ressalto que esse é um relato otimista: no momento em que desgosto o vazio preenchido por ilusões do prazer físico, comemoro todo o soco na boca do estômago que grita alucinadamente: tenho nojo de quem não me quer, o nojo triunfante da batalha de mim sempre vivo versus meu prazer emprestado do subconsciente obcecado por gozar um amor morto. Pois eu não apoio gestação derrotada. Sou partidário da minha cara pura desenhada com a felicidade da transição - da solidão à solidão simples, separado de tudo o que é capaz de ultrapassar esse vazio revigorador. Chega de passado infiel e fantasmas sem ciência. Naquele momento, eu vomitei a esperança. A minha melancolia é acima do sofrimento, e é o meu lugar: é elegante.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8737304838822088463?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8737304838822088463/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/tehno-tanto-medo-de-peder-que-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8737304838822088463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8737304838822088463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/tehno-tanto-medo-de-peder-que-minha.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4598804165677104020</id><published>2008-02-23T04:28:00.002-03:00</published><updated>2008-02-23T04:47:27.276-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu escrevo para marcar. Cavo um poço na profundidade exata a abrigar tudo o que tenho a dizer, e em sua dimensão sobrenatural, enterro as minhas denúncias por completo na esperança de que soterradas em sufoco, calem a minha palavra para sempre iminente, sempre pulsante na dor da obscuridade da verdade - a minha: nada revelo; mantenho o meu mais pérfido segredo de castigo atrás do pensamento, e esqueço-me dele lá, solidão tão encoberta que por vezes questiono a mim mesmo o que é que escondo, o que é que guardo tão secretamente em meu buraco da alma. De nada adianta. Como um vendaval, a minha mente grávida de palavra empurra tudo aquilo que escondo para o topo do real, trazendo à superfície os desencontros enterrados vivos no meu assassinato de dor embutida. E tudo renasce só por causa da voz que insise em falar quando eu pretendo emudecer. Sei que não tenho controle algum de mim, sobretudo das múltiplas vidas que se chocam com aquela que eu vivo já. É apenas um instinto, porém talvez uma tentativa de frear a rapidez de todos os sentimentos que pingam em mim: eu escrevo para marcar o gosto sentido em um segundo irrecuperável de um momento inesquecível - momentos que eu só me recordo para não me permitir esquecer de viver, sem a esperança de curar a minha doença. Anoto tudo para estampar no papel o abstracionismo de um sentimento que jamais pensei sentir, que desacreditarei no instante em que desaparecer, relembrado, contudo, pela palavra da minha mão que me conduz à memória - lembranças (in)desejadas elevadas à história fixada no mundo falso e no meu universo verdadeiro e verdadeiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4598804165677104020?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4598804165677104020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/eu-escrevo-para-marcar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4598804165677104020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4598804165677104020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/eu-escrevo-para-marcar.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-111723579344518545</id><published>2008-02-16T12:34:00.004-02:00</published><updated>2008-02-16T23:39:07.552-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Detesto quem vive de recusas, quem contorna a felicidade em voltas inúteis pelo simples propósito de concebê-la como inatingível e inacessível. Detesto quem perde tempo com a montagem, quem arquiteta encaixes perfeitos ignorante do resto: tudo vai cair. Eu não acredito na vida programada porque a mim não se aplica; eu não planto meus sorrisos, não construo meu comportamento nem ajusto a minha fé àquela que eles querem ver. Em desespero cru, eu vivo uma experiência mais a mim do que a qualquer outro que me espreita, e ainda que sangre, prefiro a dor própria à felicidade impostora. Vivo para mim, sem arranjos precisos ou multidão de amor - sei, entretanto, que quando sentir o fim, o percurso terá sido meu, da epifania pungente ao corte na carne, e assim irreversível. Eu não fiz da minha vida um teatro para politicagem do feliz, do correto, marionete guiada em sede de aceitação social; eu me alimento do meu corpo, o que reflete a paz e o distúrbio em disposição de pipoca: saltam no calor da pele sem tempero. Pois eu escolhi me desnudar, e na minha nudez limitada, aceitar qualquer prazer que faça explodir o incêndio do tato e da alma. Há quem não queira - a minha chama (há muito guardada) vazando faíscas de entrega e selvageria.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-111723579344518545?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/111723579344518545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/detesto-quem-vive-de-recusas-quem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/111723579344518545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/111723579344518545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/detesto-quem-vive-de-recusas-quem.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7807355266071562398</id><published>2008-02-12T23:51:00.000-02:00</published><updated>2008-02-13T00:13:27.441-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há um labirinto em mim, percursos delineados à sutileza do ferro em chamas. Sutileza de vulcão. Parece que escondo um aspiral, e a cada anel formado, uma nuance da minha personalidade fica retida, colada na parede em exibição de memórias de uma identidade. Eu me divirto, entretenho-me com minha própria condição - pois eu sei sofrer quando me permito, não deliberadamente, não cara-a-cara com o tempo. Tanto vivo do pó que resgato a minha cinza desconjuntada e dela faço ebulir a diversão do poeta: não é consolo; é sabor fremente de desparate. A cada curva do meu espiral mora um retrato, e espalhados pelo vai-e-vem pérfido, cada parte de mim fala a língua-franca, golpeando qualquer um que pretende me saber (eu tampouco sei-me, mas finjo ciência como meio de sobrevivência, acreditando tanto nela que porponho-me a fingir na falsidão de tudo que eu mesmo construo para me crer: eu apenas) e já perdi. No topo, sinto a pulsação; escorrego e perpasso incontestáveis sustos de felicidade, sou leviano e a tomo de completo, já antecipando a certeza de que na próxima curva da minha construção identitária perderei qualquer indício de paz, aniquilada com a intesidade de um crime perfeito. Gira tanto que me faz descrente, rodopia as minhas convicções para entregar-me ao eu agora rendido e nu à paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7807355266071562398?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7807355266071562398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/h-um-labirinto-em-mim-percursos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7807355266071562398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7807355266071562398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/h-um-labirinto-em-mim-percursos.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-6975983209870558937</id><published>2008-02-10T12:21:00.000-02:00</published><updated>2008-02-10T15:04:32.135-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não pára nunca a minha fuga da solidão. Eu vivo um medo que me engole a cada minuto e denuncia a minha condição exata. Sozinho, eu desacredito na alegria suposta que senti antes; sou obrigado a conviver comigo mesmo, e não é sobrevivência dada: embate entre o queredor da redenção e o desconhecido travestido de mim. Eu não me tolero. Vivo à beira, sem instinto, animalizado à face do ser-humano desfigurado em sua posição vulnerável, como se a minha cara não revelasse a minha fé, um rosto branco delatando a fé morta em compasso à minha força. Penso em viver bem, curar esse câncer investido. Mas eu não me importo em me buscar, é indiferente; consciente ou não, eu sempre viverei isto, independente dos conhecimentos que tiver. Eu me encontro quando me busco, aí odeio achar a minha imagem estragada que eu jamais compraria: não há recusas, eu sei; estou preso a mim mesmo. Não foi o que eu pedi. E quando tudo foi tão difícil assim? Não desisto porque desistir da reconstrução inteira é mais difícil do que continuar; então continuo, vou andando ignorante de destino, e sei que todos esses dias estou vivendo solto, sem mãos a me tocar, sem grades a me prender, e isso é a pior parte da produção de dor nunca em recesso: solidão que dói mais do que eu sei esconder e você finge não ver, mas vê. Todos vêem. Não quero resgate. Quero o seco da vida. Eu sou o oasis inteiro desencontrado em alguma organização sem padrão, cercado pelo calor do Inferno em mim, desavisado - ainda que ciente - do sufoco da alma: ali eu sou, mas não me recupero em meus recursos: apenas subexisto a angústia da espera da vida atrasada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-6975983209870558937?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/6975983209870558937/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/no-pra-nunca-minha-fuga-da-solido.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6975983209870558937'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6975983209870558937'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/no-pra-nunca-minha-fuga-da-solido.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5296763629192116752</id><published>2008-02-06T00:26:00.000-02:00</published><updated>2008-02-06T00:54:40.257-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há tantas coisas que eu gostaria de fazer. São poucas as que eu gosto, mas muitas as que eu tenho vontade de fazer para suprir algum desejo momentâneo, algum impulso banal que lateja em meu corpo até que eu possa, de fato, executar. E são tantas, tantas... Que eu disponho de tempo para tudo, isso é verdade. Acho mesmo que não faço por preguiça, intuição, medo de perder, pois eu temo a derrota como imagem da minha falha humana enlaçada às decepções todas que vivi. Temo que qualquer pequeno deslize me faça pensar (e eu detesto) pensar naquilo que deu errado, que fartou-se, que cessou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu quero tanto ler meus livros, pois neles encontro abrigo para crises que penso ser só minhas; leio e assumo minha identidade fragmentária porque entendo que não é preciso entender nada para que eu sobreviva: o sofrimento está na minha tentativa constante de compreensão, obstáculo vivo em sofrer sem continuação, de uma só vez, para que alivie ali, na ignorância, tudo o que me dói. Mas eu não sei não entender. Sou novo, vou aprender. Tenho prazer em me buscar, apreciar a minha estranheza, me conhecer e conhecer o que é que me faz ser o que eu sou, até nos momentos mais frequentes de partição da memória, porque eu preciso de qualquer conhecimento para sobreviver, e o meu de mim mesmo é recurso para todos os outros que busco. Não consigo aliviar o peso do desconhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero tanto ver minhas séries, dar risada e zombar de uma vida que não é minha, vê-la fantasiada como se fosse reflexo do que eu desejo para mim, mesmo sabendo que a ilusão é apenas ilusão, e que a realidade nunca é tão real quanto eu gostaria que fosse, pois se assim fosse, eu não seria feliz como finjo ser nas minhas imersões pela busca fraudada da pseudo-dor. E eu rio com obcenidades na tevê para que aprenda - eu amo aprender -  a ver o sexo como veículo, e eu desejo mover-me através dele, banalizado ao ponto de amá-lo à francesa: discretamente senti-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu também quero minhas músicas, minha Alanis querida, minhas canções poéticas em cujas letras enxergo-me inteiramente desenhado, e amo a sensação de ver-me ali, musicado, distante de mim mas ao mesmo tempo tão intimamente conectado: consola-me saber que existem outras pessoas que carregam o mesmo peso que eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como quero escrever, escrever, escrever! Porque me afaga a alma escrever a minha vida como se fosse dispensável, tratando ela como partes inúteis de um livro em construção eternamente inacaba: jamais publicado, jamais revisado, entretanto seguramente escrito e registrado em algum lugar vago, no qual transita a minha vida toda recortada em alucinações deliciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero viver meus amigos, degustá-los, retirar o melhor de cada um deles, adorá-los a cada dia como se não existissem mais amanhã, porque eu preciso, hoje, de suas diferenças, e nas imbecildiades de cada um, constituir a minha identidade precária. Eles são a minha presença mais iluminada quando eu memso duvido que existo: eles me amam sem saber que eu odeio que me amem sem explicação...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quero isso.&lt;br /&gt;Ler, ouvir, escrever, brincar, rir, comer. Quero tudo aquilo que todas as pessoas normais fazem e que as agradam porque a mim também me tocam os clichês. E tocam fundo! Mas da emsma maneira, também quero a escuridão que perpassa todos esses momentos, pois ainda que esquisito, eu me encontro na escuridão, me acho perdido porém encontrado no meio dos porquês, já que ali, misturado com amarguras e derrotas e pesares em vida, eu identifico cada parte da minha história inteira, como um compacto de telenovela reprisada no sábado, como uma retrospectiva de final de ano nostálgica e sem-graça. Eu não ligo de me ver perdido no escuro. A maioria das pessoas não querem o mal; têm medo. Eu quero. Eu quero tudo o que eu tenho direito dentro do tempo que tenho para amar todo o amor que eu pessimistamente escondo aqui. Mas há espaço; sei que há.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Só no tempo há espaço para mim." - CL&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5296763629192116752?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5296763629192116752/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/h-tantas-coisas-que-eu-gostaria-de.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5296763629192116752'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5296763629192116752'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/h-tantas-coisas-que-eu-gostaria-de.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-6443582000328356964</id><published>2008-02-04T18:25:00.000-02:00</published><updated>2008-02-04T18:26:14.000-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu fico em luto, toda vez, pois é como se eu morresse a cada vez que você vai embora. Não faço por birra; o meu comportamento, nessa situação, é inconsciente: eu não sei ser feliz com a tua saída. O problema é que você nunca fica. Parece que a minha vida está cercada de portas pelas quais todos evadem, como se fugissem da minha ânsia incontrolável por apego, e pelas mesmas portas, nada entra. Não sei entender como posso perder tanta coisa que nunca ganhei.&lt;br /&gt;            Com todas as suas partidas, eu me machuco em locais da alma que eu só acredito existir quanto sinto, e isso é sério, uma pontada funda em algum lugar desconhecido do corpo, mas dentro de mim, sim. Eu cavo a mão ao estômago pelo medo de vomitar todo o mal que eu sangro quando vivo essa experiência de quase-morte, mas sei que não está na pele. Esse invisível consome tudo que eu tenho estocado para me levar a outro dia, e morte após morte, eu canso. Canso-me de morrer sempre para que você possa ter a sua vida, pois eu entendo que jamais conviveremos no âmago: ou eu, ou você. Não sei bem ao certo se desisto de mim mesmo para deixar-te livre; talvez a minha queda esteja condicionada à merda da solidão sem a qual eu não sei viver; ainda assim, é na minha desistência que a sua voz fala mais alto: berra o som da felicidade que eu invejo para mim, que diante de você, tenho quaisquer esforços de expor minha palavra sufocados por essa estúpida mão sua que ao invés de me tocar, empurra-me away.&lt;br /&gt;            Eu sei que não estou falando nada, que sou desconexo a cada palavra que escrevo. Sei que não tenho objetivo algum com esse amontoado de merda que eu atiro aqui. Mas eu precisei sobreviver a tudo isso para contar, como alguém que conta uma história, o gosto de luto que senti quando cheguei em casa, sozinho, e você não estava mais. Eu não quis falar, mas eu morri, mais uma vez, quando olhei meu quarto e a sua cara de idiota não estava mais lá: só a minha. O quanto eu chorei quieto no carro, eu omito; o amargo que eu explodi em casa apenas para chorar a tradição dos homens – quem não chora em enterros? Eu não choro. Porém aqui, sozinho agora, eu gritei aquela pontada invisível, levei a mão ao estômago, caí mais uma vez, e decidi, a partir daquele momento, que eu não sirvo mais para essa vida.&lt;br /&gt;            Posso beber, posso comer, posso fumar, mas há um buraco que nenhuma fome mata.&lt;br /&gt;            Não levantaria do chão jamais. Dormiria ali, frio, sangrando, sem que ninguém percebesse – quando me vissem – que eu morrera definitivamente, indefinidos os momentos de vida que eu dispenso por ora.&lt;br /&gt;            A verdade é que a solidão fica. Impossível dissociá-la de mim. Mas eu preciso viver. Eu devo ficar longe disso, porque eu confesso que é um saco do caralho doer tanto assim toda vez que você vai embora.&lt;br /&gt;            Hoje foi a última.&lt;br /&gt;            E eu levantei para vir aqui, agora, e dizer que eu não quero mais morrer essa morte tonta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-6443582000328356964?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/6443582000328356964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/eu-fico-em-luto-toda-vez-pois-como-se.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6443582000328356964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6443582000328356964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/02/eu-fico-em-luto-toda-vez-pois-como-se.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2391385506191752922</id><published>2008-01-31T00:22:00.000-02:00</published><updated>2008-01-31T00:42:02.676-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O mesmo não é cômodo; não existe porque eu acho mais fácil. O mesmo é uma escolha de um ponto de vista bastante diferente do meu, que por ser observado sob os olhos alheios, torna-se - aí sim - cômodo: pois fácil é julgar tudo isso como repetitivo, cansativo, circular. Não nego que o mesmo seja, de fato, o mesmo. Mas isso, em mim, não alivia nada: pelo contrário: acentua seja lá o que for que eu sinto, reincidente há anos no mesmo alvo preciso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece-me óbvio que se eu pudesse suportar, não estaria aqui. Da mesma forma, parece-me óbvio que se eu não sou suportável, estar aqui me lendo é um exercício inútil e totalmente dispensável diante do mesmo que eu insisto em escrever. Não deveria estar aqui, então. E acho que se está, nao tem o bom-senso de aparar arestas quando sequer as observa: qual a utilidade de fazer uma construção às cegas inconsciente do projeto final?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez eu realmente não saiba viver mais do mesmo. Mas se o meu mesmo equipara-se à minha condição natural para minha existência enquanto vida, encontro-me inapto a modificar qualquer parte da minha essência. Ela pode mudar, e pessoalmente, desejo que mude muito, sim, para que eu não sofra com vulgarismos como sofro hoje.&lt;br /&gt;Porém o processo se inicia aqui, não aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada do mesmo pode ser compreendido com um toque; é mais que isso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2391385506191752922?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2391385506191752922/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/o-mesmo-no-cmodo-no-existe-porque-eu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2391385506191752922'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2391385506191752922'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/o-mesmo-no-cmodo-no-existe-porque-eu.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1349272506639824029</id><published>2008-01-27T01:43:00.000-02:00</published><updated>2008-01-27T01:47:24.664-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tudo o que eu escrevo é uma merda, e não quero que mais nada para mim, nem pra ninguém. Eu gosto do alcóol porque eu fujo, mas nem tanto, porque ao mesmo tempo em que fico mais livre para mandar todos à inferno, nao fico tão livre assim para falar dos meus segredos que me matam a cada minuto. Eu já nasci morto mas insisti na ilusão da porra da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero me foder mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada presta exceto palavras, palavras, romaria em prece pela minha vida em putrefação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sou um puto morrendo que clama por piedade. Imbecil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pobre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1349272506639824029?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1349272506639824029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/tudo-o-que-eu-escrevo-uma-merda-e-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1349272506639824029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1349272506639824029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/tudo-o-que-eu-escrevo-uma-merda-e-no.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8670660700002035177</id><published>2008-01-26T22:04:00.001-02:00</published><updated>2008-01-26T22:07:46.301-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Há esse mal-estar que eu não sei de onde vem. Existe sempre, ora adormecido sob minhas ocupações quaisquer, ora latente em meu corpo prestes a explodir-me em pedaços estraçalhados como um aviso de segurança, informando-me (a mim e a quem puder ouvi-lo) que eu, entidade desconhecida e ainda grande, sucumbirei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é caso de emergência, isso eu sei. Porém a recorrência é o que me causa desassossego e inquietude: quando, por deus, eu viverei a fundo na paz? Incidência constante do vazio preenche os meus momentos de solidão e denuncia a minha inocência para meus planos; eu, um dia, planejei livrar-me de tudo, desfazer-me das peças todas, e nu em pele, ser. Ser qualquer coisa que me aproxime da felicidade, ou de algum destino que se assemelhe a ela. Pois sei que desde sempre, eu finjo, e nada do que está estampado na minha pele é o que respira nos meus poros agora fechados. Dia após dia, eu me enxergo travestido de imagens gratas, que servem aos anseios deles e ao meu desejo permanente de me encontrar. Mas essa capa não é o que sou. Ela oculta o mais diabólico lado de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falo para poder passar. Falo para aliviar o pulso ritmante do mal-estar que lateja ardente no meu sangue, e realmente sei que não vai embora. Minhas palavras são inúteis no propósito de aniquilar uma dor pessoal em exercício tão público. Mas não tenho outro recurso; não conheço alternativas para sufocar o grito que vem vindo, vem vindo, vem vindo de dentro do meu peito gritando um grito puro, de natureza íntima atrás do pensamento, gritando o escândalo em dor, sangue, e mágoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se ainda encontrasse escapes, alienaria minha decepção original. Eu a atiraria no alvo: solicitude do álcool e açúcar. Mas o escape me foge, a saída freou a esperança, e com todas as medidas de reparação provisória inacessíveis, eu sofro no âmago a dor mais latente que posso experimentar desabrigado de anestesia moribunda. Decidi deixar o ocultismo reticente para engolir o mal em um só compasso; se não sanar o mal-estar constante, prefiro viver a angústia desconhecida em impulso vertical, empurrando para dentro o instinto de sair , pois estou entrando, entrando cada vez mais na ferida aberta da minha vida toda, e talvez o sofrimento não compense a morte, mas não estou aqui em busca de recompensas: estou em busca de um caminho; ou vivo ou morro, e sei que estou vivendo ao meio todos os dias deste inferno.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8670660700002035177?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8670660700002035177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/h-esse-mal-estar-que-eu-no-sei-de-onde.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8670660700002035177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8670660700002035177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/h-esse-mal-estar-que-eu-no-sei-de-onde.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7565754220588501538</id><published>2008-01-19T03:47:00.000-02:00</published><updated>2008-01-19T04:01:52.947-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Escrevo sempre para um destinatário recorrente, e isso percebi em minha ânsia de escrever para que pudesse falar a minha fome, saná-la também. Busco esse interlocutor na esperança de que ao encontrá-lo, eu consiga descobrir o eu que o escreve constantemente, os anseios e mágoas desse que escreve desejando apenas encontrar, encontrar... Pois perco-me profundamente nos eus existentes dentro da minha voz, inseparáveis egos combinados a um só ensejo: a minha construção inacabada. Não pretendo que meu destinatário me ajude, me toque, me assista de alguma forma. Apenas sei que quero falar para que nas palavras perdidas eu resgate algum pedaço de fé que perturba minha eloqüência humana: decepção plantada no temor da sobrevivência interrompida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7565754220588501538?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7565754220588501538/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/escrevo-sempre-para-um-destinatrio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7565754220588501538'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7565754220588501538'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/escrevo-sempre-para-um-destinatrio.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2082756061776793398</id><published>2008-01-17T02:13:00.000-02:00</published><updated>2008-01-17T02:33:14.444-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu quero dizer que te amo para não deixar escapar a vontade. Quero correr livre para a prisão sabendo que a escolha de me banir é minha, isento de irresponsabilidades, sem sequer ter cometido crime. E não quero ser o mesmo: se cresci ou não, diga-me você; mas não desejo mais aquele que passou, por mais intenso que tenha sido. Só quero despir-me das minhas fantasias sempre clichê de mim, livrar-me da minha cara que denuncia a minha história, e retirar o que sobrou do meu eu-distorcido. Quero ser, apenas o desta hora, apenas o que te faz saber que existe. Sou fragmentário, retalhado em peças geometricamente perfeitas que jamais se encaixam; e nem devem. Cada pedaço de pano conta uma história: a minha inteira. E se o meu conto é para ser contado, então abro sim. Livre. E te diria que não te ganho sempre, não te perco, mas te tenho suavemente; te chamo para vir, porque distância é para quem não pode pagar. E eu não posso... Por isso, às vezes, eu te quero aos poucos, como economia de loucos - loucos por sobrevivência. Não preciso da minha lucidez. Nem você. Sabemos que a minha mente jamais trabalha em compasso suposoto, sempre essa labuta aleatória, disfarçada de golpista para atrair alguma isca que se rende. Eu me rendo! A minha palavra não fala mais, esconde-se através da minha senvergonhice capital e absurda ao extremo por explorar a minha fluência rápida e inata, mas nada cria. Nada faz. Vagabunda palavra é a minha, que vaga em algum campo onde ninguém a vê, ninguém a sente, perdida sem rastros. Eu nunca pretendi fazê-la ancorar para suceder o alarde. Eu sou retrógrado. Engraçado é que o trem da palavra dirige um vagão vazio, comigo dentro apenas relatando os fados de um velho analfabeto, mas esse vagão une-se àquele, a outro som que o liga a outra semelhança que s eliga a outra voz que s eliga a outro ruído que se liga a um desejo de falar, falar, falar para ninguém, pois ninguém me ouve, mas falar com rapidez para evitar que tudo isso que eu vivo se dissipe num instante, mais veloz que o meu próprio fluxo de entendimento da maquinaria deste trem do qual corro, com medo, assutado pela certeza de que se parar, eu também páro. Morremos os dois: eu e a palavra. Por isso, falo já: eu te amo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2082756061776793398?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2082756061776793398/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/eu-quero-dizer-que-te-amo-para-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2082756061776793398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2082756061776793398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/eu-quero-dizer-que-te-amo-para-no.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4686388593626655144</id><published>2008-01-16T01:26:00.000-02:00</published><updated>2008-01-16T01:49:55.701-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu quero isto. O já do instante sem ter que afastá-lo em fingimento de repulsa, este agora que pulsa e ferve. Quero a surpresa me acendendo esperança, surpresa livre de destino fatídico de queda depois. Eu não quero o depois. Depois eu sobrevivo os restos do eu agora, pois é este quem clama por viver. E eu quero deixar. Cansei de procurar desvios da imagem estampada na minha frente, como se buscasse fugir do que mais quero e desejo: permito-me ser agora, dilacerar-me em cada fragmento do amor despedaçado que busco - quando? - formar. Pois sinto arder a vontade de viver através do imuplso atrás, e sei que vento não me leva e fenda não me prende: eu vou passar. Posso resgatar o passado e fazê-lo pungente em redenção - mas assim não troco minha felicidade instantânea. Eu pago para bebê-la hoje, sem me importar do ontem, lutando para distanciar-me da sempre fome de tocar já o futuro. Quero o que eu sinto hoje, e não vou fugir da pele doce; não quero opções. A chama queima no relógio, e é apenas no tempo onde posso viver e amar do jeito que me eleva ao sorriso de alívio final: porque continua a arder, arder, arder de esperança a minha solidão para sempre enfeitiçada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4686388593626655144?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4686388593626655144/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/eu-quero-isto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4686388593626655144'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4686388593626655144'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/eu-quero-isto.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7029539580240501993</id><published>2008-01-09T00:01:00.001-02:00</published><updated>2008-01-09T00:08:31.188-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje perdi a calota do meu carro. Alguém berrou por ela jogada na rua, mas eu não busquei. Senti uma queda aprofudando-se pelos vãos da minha construção humana, e por entre portas largadas e janelas soltas e corredores frios a me tubularem em alguma corrida inoperante, eu entrei. Sem chances de ressalvas ou reparação. Em um aviso de clarividência, minha vida se foi - fugiu para algum sobressalto de esperança de que ela própria possa resignar-se a qualquer coisa, qualquer coisa que não seja eu. E eu queria tanto que ela não soubesse que eu me envergonho por minhas falhas e incapacidade de elevar-me àquela felicidade branca espalhada por aí. Eu queria que a minha vida me desejasse para ela, e me quisesse como vida própria em recesso. Ela não me queria. Eu não queria que ela soubesse que eu era tudo aquilo. E eu fui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7029539580240501993?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7029539580240501993/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/hoje-perdi-calota-do-meu-carro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7029539580240501993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7029539580240501993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/hoje-perdi-calota-do-meu-carro.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-3442267022750545275</id><published>2008-01-04T19:58:00.001-02:00</published><updated>2008-01-04T20:01:58.221-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Cansei de ouvir que eu escrevo bem. Eu não pretendo ser um manual de redação. Não pretendo ser nada. Só me cansam os que dizem que escrevo bem com o sentido de "não entendi porra nenhuma". Tudo bem, não é pra entender; não falo / faço coisas apra serem tidas como enisnamentos. Mas ao mesmo tempo, minha escrita não é instrumento de auto-promoção, exposição, ou qualquer tipo de venda promíscua. Minhas palavras não são vitrine. Eu já disse: escrevo apenas para mim, por mim, para me ajudar a, de alguma forma, me livrar do meu inferno. Não é pra entender, muito menos pra servir de modelo de boa gramática. É o meu remédio, vício, vírus...que se foda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-3442267022750545275?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/3442267022750545275/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/cansei-de-ouvir-que-eu-escrevo-bem.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3442267022750545275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3442267022750545275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/cansei-de-ouvir-que-eu-escrevo-bem.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4036402280266369256</id><published>2008-01-02T21:24:00.000-02:00</published><updated>2008-01-02T21:25:27.971-02:00</updated><title type='text'>Ela.</title><content type='html'>&lt;em&gt;Escrever dói.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só pensava no depois. Como se o que viesse após isto importasse mais do que qualquer sopro de vida vivido agora, no instante. Talvez seu instante não valesse moedas, flutuasse vazio por entre os vãos de sua estante; o momento era apenas um contorno do cenário geral, que ela mesma não conseguia ver. Fosse cega? Antes fosse.&lt;br /&gt;Seus sentidos aguçados poupavam-na de felicidades estrangeiras, roubadas candidamente de alguma vida que não era sua; pois todas as privações que se propunha ultrapassavam demais os limites de nada a que se permitia suportar – mas ela não sabia disso. Nada sabia do que pensava, e pensava que sabia tudo. A sua inocência era seu crime, e pagava pena desde o dia em que evitara tragá-lo como o doce gosto do cigarro da insônia. Ela não fumava, mas exasperava doença. Alguma cura haveria de curá-la – ou então não seria cura, somente iminência de prazer que acreditava beneficiá-la esporadicamente, quando dormia, quando bebia, quando jurava, quando fodia, quando pensava em ser um.&lt;br /&gt;Ela pensava no futuro. Vivia hoje para garantir o amanhã – só não sabia que o amanhã nunca chegava, e quanto mais esperava pela redenção em suspenso, mais sofria a demora de um tempo inexistente que tanto desejava estupidamente. Ela não sabia por quê. Ela não tinha porquês. Andava por impulsos, impulsos conscientemente raciocinados, se é que isso é possível. Dormitava sonos delirantes, usufruía do delírio para nele estampar vontades escapistas de sobreviver ludicamente à realidade exata e precisa. Mas precisão nela não havia. Ela precisava era de mim.&lt;br /&gt;Nunca ninguém a disse, mas ela a juventude dela estava morta – ela mesma optara pela sua instável adulteza em prol da certeira criancitude. Isso é o que dizem. Eu acho mais é que não teve opções: cresceu e maturou como um fruto precoce, e ficou pronta antes do tempo, antes que existisse alguém também pronto a esperá-la; mas ela esperava mesmo assim, esperava por algo que ainda não havia sido criado para fazer companhia à sua espécie, alguém que só estaria pronto tempos depois, quando ela já estivesse velha, seca e apodrecida como um fruto qualquer. A solidão a penetrava em freqüente ritmo cardíaco, ao passo do seu sangue branco que jamais sentira correr pelo corpo – pois o físico ela dispensava, na maioria das vezes. A intelectualidade a tomava de assalto, ela se rendia sem saber, e era roubada do mundo fragmentário onde pontuava sua dor.&lt;br /&gt;Às vezes penso que nada sabia. Penso que vivia como se fingisse não saber, como se decidisse ignorar a sua diferença para satisfazer as premissas da vida pobre daqueles que odiava, àqueles que dirigia insultos por resistir à inevitável busca interior. Misturava-se a eles por não saber, não ter subsídios ávidos que a sustentassem em seu projeto: um projeto dilacerário por definição, que corta a carne em calor lascivo ao fio da navalha, fazendo sentir aquele que pode sentir, pois se não sente, está morto. Irrecuperável.&lt;br /&gt;Mas mesmo não sabia, então como conseguia ser? Talvez não fosse, mas batava vê-la para notar que o olhar denunciava a consciência escondida de alguém que sabe do carma a conduzir vida afora: e ela sabia. Seu perfil escorregadio não deixava reter resquícios de ninguém, de nada que nela passara, e por isso, quando a via, via-a como se estivesse nua, sem um papel a cobrir as manchas de sofrimento corrido ali. Ali ela corria para não sofrer. E sabia.&lt;br /&gt;Jamais me procurou. Nunca chegou até mim por piedade, por deconhecer que eu jamais seria solícito com ela, em hipótese alguma rasparia suas arestas excedentes que atingiam a mim mesmo: deixava-as entrar, para que na dor da agulha na pele, eu sentisse a sua alma, o seu sangue correndo no meu, a sua vida iluminando o peito escuro em mim. Ela nunca se aproximou. E nunca ouviu meus pedidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prometa que virá. Prometa que não me deixará só, que me livrará da angústia pungente, do sufoco de pânico cru que respiro sempre, desde a tua ausência. Prometa que me chegará no horário, e não me deixará esperando seguidamente por um acontecimento que salvará a minha dormência – e não acontecerá. Prometa que saberá cudiar de mim, que tocará a minha mão com a vontade de tocá-la e transmitir a tua dor para a minha, para que, dono de ti, saiba curá-la com o meu inconseqüente luta. Prometa que me olhará certo, e assim, cara-a-cara, me dirá todas as verdades que eles me escondem, tudo o que eles falam de mim, e me consolará do meu choro infantil em uma canção alucinada, maluca. Prometa que enlouqueceremos juntos.&lt;br /&gt;Mas ela nunca veio.&lt;br /&gt;E eu a amei sem mesmo nunca tê-la tido para mim – pois eu a queria inteira, posse de valor. Mas jamais a tive. Ela nunca me conheceu, nem eu a ela. Mas escrevo dela porque existe, em mim, algo que me empurra ao rumo dela, ao encontro da estranha necessidade pelo estranho, da necessidade pela estranheza que me define enquanto sobrevivente da minha própria morte. Pois ela e eu somos os mesmos. E ela me deixou; morreu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4036402280266369256?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4036402280266369256/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/ela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4036402280266369256'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4036402280266369256'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/ela.html' title='Ela.'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4690391571200499357</id><published>2008-01-01T03:29:00.000-02:00</published><updated>2008-01-01T03:54:22.958-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A mudança de anos existe porque existe também uma necessidade humana de passagem demarcada, de determinar algum avanço temporal concreto; o que não deixa de ser irônico: quer coisa mais abstrata que o tempo?&lt;br /&gt;Eu sei que há questões religiosas envolvidas nesse processo, e é por isso que não ouso divagar por caminhos que desconheço. Apenas sei que, para mim, nada funciona dessa forma. As coisa não passam conforme o tempo do relógio - ele registra a minha sobrevivência enquanto ás, e só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não posso acreditar que em dois minutos todas as coisas que me desagradaram neste ano estarão esquecidas no novo tempo que se inicia. Nào acredito em ultrapassar dor por meio da medicina do calendário. Meu tempo corre a minha busca por cura - cura de algum mal que não sei deifnir, e talvez nunca saiba, mas que jamais será curado pelo ponteiro que anda imbecilmente, morto, a esmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entendo que é fácil acreditar na redenção. E talvez esse seja o meu mal: eu recuso. Não acredito em nada, pois nada daquilo que me é exposto parece real; aquilo que desconheço, não posso sustentar: se nunca senti, não exsite, pelo menos para mim. Muitas das respostas para minha perguntas talvez estejam aí, na minha descrença pela vida fútil, no descrédito ao êxtase sem explicação da simplicidade natural. Eu não vivo da natureza. Não sou parte dela - meu mundo paralelo me faz distante das normalidade que conduzem os outros. Então, desacredito neles, e em tudo o que floresce junto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não quero pensar que é uma teoria, mas sim um modo de enxergar a minha posição no meu universo. A dor que afagou ontem nao dá tréguas ao relógio. Já estou em um novo ano, e os mesmos sentimentos persistem, a mesma busca intolerável (já - ainda) em pserguição à minha paz, a mesma solidão afetuosa me acompanha como sempre o fez desde que descobri-me capaz de descobrir a mim mesmo. Eu sou o mesmo cerne que sangra há anos e anos; neste entremeio, fica apenas a intensidade de uma ou outra experiência. A estrutura física também muda, mas dela não vivo - a carne não compensa o suor lascivo de medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada disso vai mudar em uma marcaçao numérica. Pois não importa a distância, sempre carregarei comigo a épica busca pelo "eu" fugidio, do qual tento escapar-me mas sou freado diante da minha própria necessidade de sobreviver do fomento dele, da água viva que insisto nele resgatar. A minha catarse é atemporal: simples dor nua em floreios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4690391571200499357?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4690391571200499357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/mudana-de-anos-existe-porque-existe.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4690391571200499357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4690391571200499357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2008/01/mudana-de-anos-existe-porque-existe.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8634501244062377146</id><published>2007-12-23T03:59:00.000-02:00</published><updated>2007-12-23T04:18:39.401-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Algum dia escreverei sobre isso tudo. Não rascunharei revelações abstratas como faço hoje: tratarei de sentimentos, sim - impossível dissociar-me deles - mas não somente; sentimentos em comunhão com a realidade, realidade precisa e crível a que me proporei descrever. E conseguirei. Não pretendo fazer um relato; construirei o meu eixo de sobrevivência da suposta idade adulta pautando-me na ficção. A minha náusea, dor e recesso: eu as imprimirei em minha ficção. E não será verossímil, pois não vou pintar um cenário que não conheço; também não será real, pois manipularei os personagens, fatos e êxtases conforme a minha idoelogia de certo e errado: farei o meu certo. Nem verossimil nem real, eu não sei o que farei. Mas a minha certeza convicta é a do fado, e eu preciso livrar-me dele.&lt;br /&gt;Não sei quando, entretanto. Não sei como. Não sei se sairá com a ânsia propulsora que abrigo hoje, e que com um pouco menos de álcool, atiraria-me nessa "nova" história. Só sei que a minha arte será exposta, escancarando todas as feridas queterei mantido mornas até lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, não posso. Noto-me vagando entre balões inflados de reflexões, assuntos sobre os quais eu gostaria muito de escrever, inquietações que tenho o dever - coma minha sanidade - de colocar em palavras. âs vezes, desejo criar um dispositivo que me poupe de sentar aqui, raciocinar, e escolher letra por letra a fim de costurar os distante fios do meu pensamento intrincado; ganharia também em tempo: penso em trezentas coisas ao mesmo tempo, mas só escrevo sobre duas ou três - sou péssimo com números.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E além disso, há a problemática do outro. Eu ainda não me encontro em uma posição de ignorar a opinião dele; por isso, levo-o em consideração em meus textos (quase sempre, salvo as ocasiões em que mando à merda o meu protecionismo invertido). Além dele, há aqueles com quem me importo, e sobre os quais não sinto à vontade de escrever - ainda não abertamente; na penumbra, estão todos mais ou menos dispostos aqui. Pois penso que a minha vida não é só minha: é fragmentada em pedaços àqueles que contribui para a existência dela, e para estes, eu devo respeito e discrição. Sobretudo consciência, pois não pretendo decepcionar ninguém com palavras vazias. Mas enquanto eu viver na zona da dependência psíquica e social, ainda lidarei com entraves na escrita - mas a minha vida, ainda que distribuída aos guardiões, concentra o cérebro em mim, e somos nós - eu e ele - que decidimos quando e porquê escrever angústia. Angústias sim - pois tudo o que vivo, azul ou vermelho, perpassa o sofrimento, e ele é o meu ponto de partida e matéira-prima criativa para dar à luz à minha paixão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8634501244062377146?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8634501244062377146/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/algum-dia-escreverei-sobre-isso-tudo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8634501244062377146'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8634501244062377146'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/algum-dia-escreverei-sobre-isso-tudo.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2279329021831054156</id><published>2007-12-16T01:43:00.000-02:00</published><updated>2007-12-16T02:10:42.911-02:00</updated><title type='text'>Depois disto</title><content type='html'>"&lt;em&gt;Pode ir.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Vá com o vento, corra em busca daquilo que nem sabes o que é... Mas corra! Acelere o passo, não deixe a excitação furtiva desaparecer do teu estômago agora - depois não fará mais efeito. É esse gelo por dentro que me move, que me faz querer andar. Então siga! Assuma a vergonha de querer ser o que é, admita tua cara, exponha-se ao ridículo do fracasso, e acostume-se a ele: é o melhor aliado em dias de esperança. Plante teus sonhos; cultive-os; não se desespere se não florescerem como os do vizinho; a tua semente está apenas atrasada. Mas o que importa é isso: a tua fuga para o branco da vida, longe de mim, um universo distante de mim. Pinte tuas lacunas; preencha teus vazios; não me ensine a fazê-lo se, por ventura, conseguires: eu aprendo na solidão da minha luta. Procure tua felicidade; ela está diante de ti - por isso pergunte-se: satisfaço-me com pouco ou sobrevivo na superfície rasa da minha plenitude? Não espere respostas; elas raramente vêm, e quando surgem, você tende a desacreditar. Usufrua da tua voz: grite a tua dor em tom baixo o suficiente para não acordar-me, alto o suficiente para tocar a tua lucidez. Viva intensamente! Sinta o que tiver de sentir, mas não exponha tudo às claras: o teu mistério é tua sedução. E sofra; eu crescimento humano está intimamente associado às perdas que sofres, e realmente acredito que teu sofrimento é a valia que tanto esperas, o enigma que tanto buscas sem sensibilidade para decifrar; sofra chuvas inteiras, deixe-se molhar; tua fé é vã diante do mundo que te sustentará. Pois a mim tudo isto não se aplica.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;E se, idiota, seguires meus passos, não me informe dos fatos. Teu caminho é teu, e eu o vejo longe do tumulto criativo que me porporcionas desde o dia em que soube que te amava.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Corra...&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;O meu amor é novo após cada fatia de renovação; e eu já sinto o pulsar do sangue como sentia antes: agora, não mais por ti.&lt;/em&gt;"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2279329021831054156?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2279329021831054156/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/depois-disto.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2279329021831054156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2279329021831054156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/depois-disto.html' title='Depois disto'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8785784883290532209</id><published>2007-12-14T16:59:00.000-02:00</published><updated>2007-12-14T17:21:38.660-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não escolho meus amigos pela cor, pela voz ou sabor. Não os escolho por critérios. Pois eu não os escolho whatsoever. Percebo que tenho um amigo quando penso nele vez ou outra, sinto vontade de conversar com ele, ou simplesmente de estar próximo - e isso, infelizmente, independe da minha vontade, pois há N pessoas que, se eu tivesse escolha, escolheria não escolher. Mas o meu superheroísmo moleque não é capaz de contorlar tudo: há pessoas que eu gosto. Que posso fazer?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando não sinto, não faço. Não estou dispensando amizades, mas talvez esteja compreendendo a definição - que eu ainda não tenho - do que é, de fato, uma "amizade". Porque se isso se basear em frases clichês de quarta série, então não acredito; eu não ligo, não mando carta, não mimo. O que eu faço é sentir; e esse é meu termômetro mais próximo da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu sempre acreditei nisso: sentimentos não morrem, mas podem diminuir. Não sei porquê, quando, se fui ou você. Talvez nem caiba saber. Mas seja lá o que era que eu sentia ávido em meu peito, eu não sinto mais; sei da existência, mas não me machuca a ausência: são tudo coisas que passam.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8785784883290532209?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8785784883290532209/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/eu-no-escolho-meus-amigos-pela-cor-pela.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8785784883290532209'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8785784883290532209'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/eu-no-escolho-meus-amigos-pela-cor-pela.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-395925915067338342</id><published>2007-12-03T00:17:00.000-02:00</published><updated>2007-12-03T00:24:17.104-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Preciso de uma nova música, alguma voz que fale por mim as coisas que eu sou incapaz de dizer, ou as coisas que não sei dizer, ou o veredicto que não sei tomar. Ou, ainda, as sentenças de ódio que eu me recuso a falar abertamente por ainda acreditar na minha boa-educação e polidez com todos aqueles que eu tenho nojo; àqueles sobre os quais mantenho teorias e poemas completos sobre bestialidade, imbecilidade e comidas ruins.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-395925915067338342?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/395925915067338342/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/preciso-de-uma-nova-msica-alguma-voz.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/395925915067338342'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/395925915067338342'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/12/preciso-de-uma-nova-msica-alguma-voz.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1468718173873226852</id><published>2007-11-30T23:59:00.000-02:00</published><updated>2007-12-01T00:14:12.379-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Engraçado que eu vejo os fatos e não me entendo por não enxergá-los conforme são. Pois eu vejo aquilo que eu decido ver quando estou precisando de um álcool pra beber ou de uma palavra a devorar; vejo a realidade distorcida pela minha ânsia de querer e desejar e ser. E talvez eu sempre esteja errado; talvez aquilo que eu olho e desejo não é realmente o que eu pretendo sugar - é apenas o subsídio para a minha sobrevivência física e psíquica em situações de desespero ramificados. E, ali, naquele palco, eu abraço o ridículo porque dele preciso, e talvez porque a mim se assemelha naquele estado cru. Mas, depois, eu consigo enxergar - realmente enxergar - que nada do que eu escolho é o que o meu eu definitivamente quer e precisa. Querer e precisar dialogam em línguas díspares, tão díspares que as vezes se encontram, e o que eu quero colide profudamente com tudo aquilo que eu não preciso e que, quando estou são, tenho a consciência de dispensar; abraço e sorte na vida. Aí é que está a graça da ironia do idiota: é no instante em que vejo, com mente e corpo sadios, o meu objeto de conquista - é neste instante que me cai feito uma tempestade lúcida o meu valor; me embaraço em dizer, mas devo: eu sou tão melho do que tudo isso...&lt;br /&gt;A comicidade está no limite tênue da tragédia: ao mesmo tempo em que rio pela avidez da minha marca, vejo a catarse daquele que tudo é, e nada tem. Sou tão mais que vivo de menos. Mais risadas, ao menos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1468718173873226852?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1468718173873226852/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/engraado-que-eu-vejo-os-fatos-e-no-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1468718173873226852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1468718173873226852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/engraado-que-eu-vejo-os-fatos-e-no-me.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2644672318598378571</id><published>2007-11-29T01:45:00.001-02:00</published><updated>2007-11-29T02:04:58.519-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei o que me fez pensar nesta associação, mas de algum modo, parece-me que a distância dos velhos amigos que sinto crescer a cada respiração me mostra uma necessidade diferente: ficar próximo daqueles que, independente da minha vontade, sempre estiveram perto de mim. Pois parece ser inevitável o distanciamento do toque físico e do acalento afetuoso. Não acredito em um fim pronto, agora; ao contrário, vejo nascer uma admiração mútua ao invés da inexplicável felicidade que efervescia em mim quando eu constava que finalmente tinha amigos. Mas é só.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sempre vou recusar amor, por razões que eu mesmo desconheço e vivo cego em descobri-las. Mas sinto necessário, nesse momento, o amor que se nega a ruir, e insisite em ficar contra a minha vontade. Ele fica por mim, não para mim. E nem precisa falar; não preciso de transmissão aos ventos. Já sei que, se decidiu ficar, é porque é pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, o sentimento acaba. O meu, recíproco nas fases boas, também caminha em rua de mão-dupla: diminui à medida que diminuem as palavras, os gestos, os sinais de que a amizade é um fato. Uma ou duas ficam. Outras surgem. Algumas se vão. Não posso impedir, mas não posso deixar de lamentar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2644672318598378571?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2644672318598378571/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/no-sei-o-que-me-fez-pensar-nesta.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2644672318598378571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2644672318598378571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/no-sei-o-que-me-fez-pensar-nesta.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5391522786955060272</id><published>2007-11-25T01:47:00.000-02:00</published><updated>2007-11-25T02:07:51.564-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quando eu gozo, eu não explodo em satisfação; eu subverto a direção e choro pelo tempo gasto em afagos à alma que jamais se cura - pois se estivesse inteira, eu não seria tolo: abraçaria o êxtase ambicioso por mais. Mas sou oportunista: resgato a premissa da felicidade rápida e na expressão dela faço transparecer a farsa da minha paz, escondendo sob o olhar obceno os lamentos de tudo aquilo que não tenho e que não posso ser. Em meu sorriso opaco, ninguém percebe que a minha alegria é a representação da ironia do não: o meu protesto é silencioso, e é somente pra mim que revelo as confissões de um homem incompleto. O meu prazer impuro é um personagem da solidão travestido de feliz. E apenas por isso eu decido fingir o meu orgasmo: para que a luta que travo comigo mesmo jamais se extenda à sociedade que nunca me entende e parece indisposta a me conceder o prazer real. Saber disso basta a mim. Mas ao mesmo tempo, essa dissimulação é um tapa pulsante naqueles que me descobrem, e a eles resta um dilema: ou dissimulam também, ou me consomem a essência - minha essência há tanto mantida em segredo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5391522786955060272?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5391522786955060272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/quando-eu-gozo-eu-no-explodo-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5391522786955060272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5391522786955060272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/quando-eu-gozo-eu-no-explodo-em.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-621564791504344740</id><published>2007-11-15T22:07:00.001-02:00</published><updated>2007-11-15T22:25:11.168-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passo longo tempo lamentando a perda cego à presença do novo àvido por salvar-me. Tenho a irritante mania de viver de passado, desejar o que já está finalizado e não mais passível de modificações. Perco tempo sofrendo uma causa tombada; perco tempo deixando de experimentar os novos gostos enfileirados na minha vitrine.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo já está em mim há muito tempo; eu é que imponho barreiras à caminahda dele em direção ao meu núcleo. Por que impedir o bom de chegar onde o "ótimo" não quer? Também não sei. Não sou capaz de compreender todas as confusões imbecis da minha mente perturbada. Mas ao menos dei-me conta de que a renovação, diferentemente do que eu pensava, já existe. Ela respira até mesmo em velhas escolhas que eu decidi manter - mantidas com roupagem nova da minha alma aspirante a qualquer coisa boa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O novo-novo e o velho-novo, em mim, agora, me fazem esquecer da mágoa da dispensa do retrato outrora fixo - agora mal. Por ora, as coisas funcionam. Mas é uma questão de hábito: acostumar-se a um novo céu leva tempo, mas penso que valerá a pena se firmar-se como céu e me livrar do inferno em potencial que sinto pulsante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nova música, a velha companhia-fixa, a nova amizade reformada na estrutura, o crescente afeto alvo, o lindo sorriso de alegria: o "re" estampado na cara me indica a possibilidade do ódio com amor - pois amor sem ódio não; eu não acredito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-621564791504344740?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/621564791504344740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/passo-longo-tempo-lamentando-perda-cego.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/621564791504344740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/621564791504344740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/passo-longo-tempo-lamentando-perda-cego.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-1152615218678436875</id><published>2007-11-14T23:01:00.000-02:00</published><updated>2007-11-14T23:04:54.264-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Magoa-me a representação, as funções performáticas. A indiferença comigo me chateia. O que me chateia não é o fato; é o sentimento de ruptura que navega com ele...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou realmente triste. Amargo. Talvez jamais esperasse que pudesse ser esquecido; a minha marca é apenas uma recordação - o meu futuro não nasceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Renovação.&lt;br /&gt;Preciso acreditar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-1152615218678436875?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/1152615218678436875/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/magoa-me-representao-as-funes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1152615218678436875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/1152615218678436875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/magoa-me-representao-as-funes.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5658942701424363384</id><published>2007-11-12T23:29:00.000-02:00</published><updated>2007-11-12T23:38:49.569-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fico procurando culpados para a falha em minhas tentativas de felicidade. A verdade é que a culpa pela decepção cara-a-cara com o terror da solidão é minha, e somente minha. Eu sou o único responsável pelas escolhas erradas, por medidas não tomadas, por abster-me da minha própria paz quando deveria ter-me imposto à defesa da minha sobrevivência em primeiro lugar. Não fiz. Deixei às mãos outras; atribuí partes de mim displiscentemente - o que, agora, retorna em meu presente com amargo sabor de arrependimento. Pois eu não soube viver sem preocupar-me com o alheio; a minha vida sempre esteve condicionada à aprovação (ou não) de pessoas que nunca - sequer - eu conheci a alma. Enquanto a isso, a minha esteve sempre nua, desvendada em ingenuidade ou imbecilidade, o que couber no momento. Não posso dizer que fui usado - afinal, anda tenho a oferecer. Só posso sentir a dor de ter perdido minhas mãos externas, minha confiança constrariamente intrínseca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouço, com mágoa, os passos distantes da amizade próxima. Tento dissuadir-me da angústia, mas a minha dor e meu ressentimento não permitem, creio, mais aproximações. A distância fez-se sem a minha vontade - mas se agora existe, então a legitimo com meu pulso trêmulo ao acenar adeus, despedida definitiva rumo à solidão indefinida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estar só não é uma escolha. É a resposta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5658942701424363384?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5658942701424363384/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/fico-procurando-culpados-para-falha-em.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5658942701424363384'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5658942701424363384'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/fico-procurando-culpados-para-falha-em.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2488723050642186447</id><published>2007-11-11T00:48:00.001-02:00</published><updated>2007-11-11T00:48:32.871-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;em&gt;"(...) E então você não quis mais nada disso. E parou com a possibilidade de dor, o que nunca se faz impunemente. Apenas parou e nada encontrou além disso. Eu não digo que eu tenha muito, mas tenho ainda a procura intensa e uma esperança violenta. Não esta sua voz baixa e doce. E eu não choro, se for preciso um dia eu grito, Lóri. Estou em plena luta e muito mais perto do que se chama de pobre vitória humana do que você, mas é vitória. Eu já poderia ter você com o meu corpo e minha alma. Esperarei nem que sejam anos que você também tenha corpo-alma para amar. Nós ainda somos moços, podemos perder algum tempo sem perder a vida inteira. Mas olhe para todos ao seu redor e veja o que temos feito de nós e a isso considerado vitória nossa de cada dia. Não temos amado, acima de todas as coisas. Não temos aceito o que não se entende porque não queremos passar por tolos. Temos amontoados de coisas e seguranças por não termos um ao outro. Não temos nenhuma alegria que já não tenha sido catalogada. Temos construído catedrais, e ficado do lado de fora pois as catedrais que nós mesmos construímos, tememos que sejam armadilhas. Não nos temos entregue a nós mesmos, pois isso seria o começo de uma vida larga e nós a tememos. Temos evitado cair de joelhos diante do primeiro de nós que por amor diga: tens medo. Temos organizado associações e clubes sorridentes onde se serve com ou sem soda. Temos procurado nos salvar mas sem usar a palavra salvação para não nos envergonharmos de ser inocentes. Não temos usado a palavra amor para não termos de reconhecer sua contextura de ódio, de amor, de ciúme e de tantos outros contraditórios. Temos mantido em segredo a nossa morte para tornar nossa vida possível. Muitos de nós fazem arte por não saber como é a outra coisa. Temos disfarçado com falso amor a nossa indifierença, sabendo que nossa indiferença é angústia disfarçada. Temos disfarçado com o pequeno medo o grande medo maior e por isso nunca falamos no que realmente importa. Falar no que realmente importa é considerado uma gafe. Não temos adorado por termos a sensata mesquinhez de nos lembrarmos a tempo dos falsos deuses. Não temos sido puros e ingênuos para não rirmos de nós mesmos e para que no fim do dia possamos dizer "pelo menos não fui tolo" e assim não ficarmos perplexos antes de apagar a luz. Temos sorrido em público do que não sorriríamos quando ficássemos sozinhos. Temos chamado de fraqueza a nossa candura. Temo-nos temido um ao outro, acima de tudo. E a tudo isso consideramos a vitória nossa de cada dia. Mas eu escapei disso, Lóri, escapei com a ferocidade que se escapa da peste, Lóri, e esperarei até você também estar mais pronta. (...)"&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice Lispector&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2488723050642186447?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2488723050642186447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2488723050642186447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2488723050642186447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/blog-post.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5487314205853617619</id><published>2007-11-10T19:38:00.000-02:00</published><updated>2007-11-10T19:46:47.242-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A minha doença é na alma: uma dor que pulsa, velocidade latejante de colisões da angústia com a liberdade. Ferida incompreensível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É a gripe. Aquela que eu não cuido; tomo apenas medidas paliativas: um remédio ou outro para aliviar a pressão na cabeça, ou o aperto no peito. A raíz, todavia, permanece. E então, tempos dpeois, a gripe reaparece - com estragos proporcionalmente maiores e pungentes. Penso, às vezes, em curá-la finalmente, mas os comandos me conduziriam a caminhos talvez mais tortuosos do que a superação das idas e vindas dessa gripe imbecil. Ou, ainda, como devo saber se a medida que tomo para curá-la de vez é, de fato, aquela que a eliminará da minda vida e me levará a um universo de paz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há como.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o pêndulo entre o imediatismo e o futuro longo. Por ora, sano minhas tosses com aspirinas. Mas temo que o efeito não mais exista, e por mais que existisse, não seria capaz de superar o crescente nível de mágoa que a minha dor espirra a cada inalação de ar impuro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5487314205853617619?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5487314205853617619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/minha-doena-na-alma-uma-dor-que-pulsa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5487314205853617619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5487314205853617619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/minha-doena-na-alma-uma-dor-que-pulsa.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7589826428013686077</id><published>2007-11-03T23:01:00.000-02:00</published><updated>2007-11-03T23:15:39.165-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu entendo, eu entendo. E ao mesmo tempo que sinto-me leve por finalmente compreender todos os mecanismos de separação, cubro-me de mágoa exatamente por saber que, se assim é, tão nítido a ponto de me fazer entender, então não mudará. Sou tomado por dois sentimentos totalmente opostos, ainda que igualmente recompensadores: enquanto sorrio por decifrar enigmas enraizados em minha mente durante úmidos invernos, sofro - calado - por não saber aceitar que a lógica venceu; os fatos sobrepoem-se aos desejos; a ilusão sucumbe à realidade ávida por deseperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez sinta-me ferido por imaginar que o amor cessou (contra minha vontade). Ou dói-me, ainda, a hipótese da solidão fosca que parece nunca terminar. Mas creio que a minha decepção, agora, não resida na visão de uma vida sem amor; meu pesar mora no rompimento do processo já iniciado - se antes jamais tivesse começado, nunca teria experimentado a cor. A interupção é uma tristeza superior à ausência: ela nos assombra com lembranças certas do passado que não mais existe neste mundo. O mundo, hoje, não é mais ele: desmundo calmamente à espera do recomeço - se o recomeço realmente existir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7589826428013686077?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7589826428013686077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/eu-entendo-eu-entendo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7589826428013686077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7589826428013686077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/eu-entendo-eu-entendo.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5192841420961489326</id><published>2007-11-03T03:39:00.000-02:00</published><updated>2007-11-03T03:52:18.827-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De braços abertos, retorno à minha condição inicial. Braços abertos feito asas, sem poder, inúteis, mas no acalento da esperança de que voar nao é apenas para pássaros. Vôo longe, vôo bem - vou para onde eu quero. Mas onde é? Bem-aventurados os que sabem e, inerente à própria sabedoria existencial, carregam consigo a tranqüilidade de uma vida rabiscada em alusão ao traço final.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha marca, hoje, é apenas zero. Pois não acrescento nada à esfera de discussão intelectual minha e de meus apóstolos; meu conteúdo, neste instante, é apenas aquilo que eu tenho dentro d emim - só tenho vida na amplitude dilacerante de mim mesmo. Meu cenário é trágico; meu destino é uma paródia sarcástica pregada por crianças inocentes em um dia límpido de outubro das bruxas. My trick or treat is my position in this chair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E ainda que houvesse escape, não bastaria. Não seria céu. Minhas palavras são o meu pulso colidindo com minha pele a cada centésimo de segundo, sangue mutilando meu corpo ininterruptamente trazendo a mensagem irônica: você vive, embora não viva. Ao mesmo segundo em que arremato esse parágrafo, meu coração alinhava as decepções recentes às memórias pérola; meus olhos talham-me de claridade a lucidez da minha reflexão; meu estômago sacode ao nojo daquilo que sou; meu pulmão trabalha. Meu texto flui conforme minha sobrevivência: áspera, arrastada, complexo e derradeiramente fadado ao fracasso original.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5192841420961489326?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5192841420961489326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/de-braos-abertos-retorno-minha-condio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5192841420961489326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5192841420961489326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/11/de-braos-abertos-retorno-minha-condio.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4036586118557435691</id><published>2007-10-28T22:24:00.000-02:00</published><updated>2007-10-28T23:16:39.307-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não admito que ninguém atire na minha cara conclusões prontas a respeito daquilo que só cabe a mim: a minha própria vida, as minhas escolhas, as minhas decisões. Se é tão fácil vomitar clichês, entao será igualmente fácil, pra mim, recusar cada uma dessas peças fúteis e vagabundas que cada vez mais sugam a minha rara energia contada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, eu digo: ninguém tem o direito de saber o que é melhor ou pior pra mim. Disse isso uma vez, em um momento toalmente diferente daquele que me faz escrever agora, mas a manchete é a mesma. Não modifico uma vírgula do que eu disse outrora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, que tipo de visão as pessoas pensam que têm pra chegar ao ponto de dizer que eu "perdi" alguma coisa? Quem é que sabe aquilo que eu considero como ganhos e perdas? Os meus conceitos são meus, elaborados e restituídos de ideologia que eu cultivo à custa de trabalho árduo e sofrimento! Desde quando eu devo me abster das minhas vontades pra satisfazer aquelas que nao me afagam? Nunca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se eu perdi alguma coisa, não foi oportunidade nenhuma; perdi a paciência pra lidar com ociosidade inprodutiva e pouco criativa. Perdi a chance de ficar quieto e preservar os meus valores - mas ganhei a lividez da minha consciência (agora) suave. Ganhei a visão do mais claro inferno: os outros. Ao mesmo tempo, ganhei almas que, inexplicavelmente, me fazem feliz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque as velhas caras me cansam ao extremo, me desgastam a paz que eu trabalhei pra ter - e hoje mantenho. Se for pra ser assim, prefiro que não seja. Prefiro que vá embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha liberdade é a minha vida, e eu nunca vou abrir mão dela pra satisfazer ninguém - independente do amor que eu sinta ou sentia. O meu trabalho e as minhas responsabilidades adultas (in)felizmente se sobrepõem às peripécias de Peter Pans, crianças que se recusam a crescer, mas que não abdicam das luxúrias da carne adulta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O meu tempo é meu. O meu comprometimento é comigo - não é com quaisquer necessidades de saciação social que as pessoas têm e pensam que eu tenho. Pra mim, minha infância acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E não é o ódio que fala por mim.&lt;br /&gt;É a razão.&lt;br /&gt;Não sou Peter Pan. Eu, há muito tempo, cresci. E quem fala, sempre, é o gigante que aqui mora e que cresce dia após dia - especialmente após dias belos e claros como esse que eu "perdi".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4036586118557435691?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4036586118557435691/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/no-admito-que-ningum-atire-na-minha.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4036586118557435691'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4036586118557435691'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/no-admito-que-ningum-atire-na-minha.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-2850294421278214088</id><published>2007-10-20T05:59:00.001-02:00</published><updated>2007-10-20T06:07:49.501-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E se minha felicidade é falsa? E se ela só surge diante da necessidade de auto-afirmação? Se, talvez, meu desprendimento da dor não corresponde à flexibilidade que tento transparecer em meus sorrisos pálidos? E se eu jamais sofrer pela ausência presente que me pontua diariamente? E se eu sempre sofrer pelo mesmo motivo? E se, em meio ao sofrimento, eu nunca encontrar redenção purificada pela paz? E se eu sempre estiver só? Se minhas hipóteses desmancharem-se em pedaços, não mais constituirão dúvidas pertinentes ao medo do fracasso - serão cinzas da patologia da precaução excesiva, temor de correr riscos; ainda assim, se tudo permanecer conforme minhas dúvidas, então não posso enxergar hipóteses, mas sim fatos concretizados no seio do pesar e dor; serei, então, profeta de minha colisão com o fim.&lt;br /&gt;Nada disso, todavia, fará sentido, se tudo não fizer sentido. E se fizer?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-2850294421278214088?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/2850294421278214088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/e-se-minha-felicidade-falsa-e-se-ela-s.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2850294421278214088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/2850294421278214088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/e-se-minha-felicidade-falsa-e-se-ela-s.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-6367263459929357772</id><published>2007-10-16T12:00:00.001-02:00</published><updated>2007-10-16T12:00:55.442-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Enquanto eu tiver perguntas e não houver respostas continuarei a escrever." - Clarice.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-6367263459929357772?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/6367263459929357772/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/enquanto-eu-tiver-perguntas-e-no-houver.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6367263459929357772'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6367263459929357772'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/enquanto-eu-tiver-perguntas-e-no-houver.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7594567482160154240</id><published>2007-10-16T02:15:00.000-02:00</published><updated>2007-10-16T02:19:05.374-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu falo difícil, mas eu falo claro. Está tudo aí. E eu também, misturado nos retalhos que minhas palavras me costuram.&lt;br /&gt;Engraçado sentir essa incômodo novamente. Há tanto tempo não aparecia. Mais engraçado ainda é que com ele surge a minha ânsia de mergulhar nas palavras, no desejo de ler e escrever o meu mundo ocm a esperança de que me perdoe de todas as dores possíveis.&lt;br /&gt;Eu não escrevo por prazer. Não gozo por produzir minha literatura perticular. Eu escrevo pra viver; pra não deixar que meu nó me corroa até o ponto final.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7594567482160154240?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7594567482160154240/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/eu-falo-difcil-mas-eu-falo-claro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7594567482160154240'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7594567482160154240'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/eu-falo-difcil-mas-eu-falo-claro.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5901520344731323451</id><published>2007-10-15T02:32:00.000-02:00</published><updated>2007-10-15T02:38:02.776-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>É o gosto amargo que fica na boca. Sensação ruim que permanece na garganta e depois de sentada lá por algum tempo, me causa confusão: não sei se me afeta o paladar indócil que descansa na língua àspera ou se tudo emerge da minha própria amrgura germinante no centro da minha existência. Só sei que há, aqui dentro, um caroço indesejado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5901520344731323451?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5901520344731323451/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/o-gosto-amargo-que-fica-na-boca.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5901520344731323451'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5901520344731323451'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/o-gosto-amargo-que-fica-na-boca.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8223508499667407776</id><published>2007-10-13T22:05:00.001-03:00</published><updated>2007-10-22T09:55:08.558-02:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>"Um amor assim fica. Não vai embora, não desaparece jamais. Deixa rastros da existência soberba que injetou vida ao coração amargo. É como uma infestação de bichos que por mais que se tente, não somem; permanecem - aos montes - fervendo na tua frente. Não que eu não tenha tentado - Deus sabe o quanto lutei. E nunca apelo a Ele pois julgo-me tão auto-suficiente a ponto de não precisar de ninguém para legitimar meus clamores. Mas se há alguém que sabe de minhas tentativas de extinção dos bichos, é Ele. Mas agora, penso que já não vale mais a pena. Não vejo mais motivos claros para expurgar uma peste que me toca vez ou outra em meio às angústias rotineiras. Sei que não conseguirei me lirar desse amor. Sei, também, que ele nunca mais será o que um foi: soberano e capaz. Ele é, hoje, o perfil delineado em traços finos do grosso sentimento de ontem. Ainda assim, ele não morre. E eu, como disse, não pretendo mais me afastar dele. Acho que aprendi a conviver com o fato de que você viverá em mim para sempre, presente ou ausente. Amando ou não, esse amor para sempre viverá. Então, não o afugento. Deixo-o dormente, para que quando acorde, eu esteja ao lado, preparado a ampará-lo. Ironico (ou não), a ocnsciência da tua eterna permanência me dá liberdade; sinto-me livre a viver minha vida com qualquer pessoa podendo ser feliz, pois sei que com quem eu estiver, eu te terei comigo. Assim, preso a ti, estou livre - ainda mais - aos outros: o teu amor é o início de muitos outros que eu ainda cultivarei na minha busca incessante pela felicidade. Não me esqueço. Então, ué, me liga. Me escreve. Nós sempre nos pertenceremos. Pra que negar?"&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8223508499667407776?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8223508499667407776/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/um-amor-assim-fica.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8223508499667407776'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8223508499667407776'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/10/um-amor-assim-fica.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-3106045640226001130</id><published>2007-09-23T03:05:00.000-03:00</published><updated>2007-09-23T03:20:12.738-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ao mesmo tempo em que subo ao encontro da minha paz, sinto ferver dentro de mim a precisão certeira do medo de perdê-la: consegui-la é traiçoeiro passo do pavor subseqüente. Se não vivo, clamo pela existência em espera; se renasço, sou moldado pela ameaça de perder a felicidade, perder o amor, assutado à visão do poeta marginalizado pela efemeridade de sua intenção - machucado pela intensidade com que vive.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ns duas opções, sofro; ou pela oportunidade de ascender, ou pelo medo de transcender o limite e atingir o vazio. De olhos abertos e talhados pelo fogo que incinera meu temor de falha, eu enxergo ao fundo minhas estrofes meninas, meus versos vulneráveis à ambigüidade do amor que teço em fio de medo ditador e paixão pungente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-3106045640226001130?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/3106045640226001130/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/ao-mesmo-tempo-em-que-subo-ao-encontro.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3106045640226001130'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3106045640226001130'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/ao-mesmo-tempo-em-que-subo-ao-encontro.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7427439953320994061</id><published>2007-09-12T00:11:00.001-03:00</published><updated>2007-09-12T00:23:34.736-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Temo acordar subitamente e perceber que a vida que vivo não é minha, tampouco existe: eu me vejo amarrado a ela, como um apêndice supérfluo a alguma coluna-mãe que guia os passos tortos. É como se estivesse costurado em um retalho oco, pendurado pelos braços e as pernas a balançar como em uma melodia ociosa, monótona, árida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se não vivo corretamente? E se tudo o que faço é filtrado pelo meu senso de certo-ou-errado? E se o meu certo está errado? Parece-me, agora, que plantado na zona de conforto, eu não cresço alto o bastante a abraçar os meus sonhos, pois sonho - senso-comum - com a rua, a vida que no seio do caminho me entregará (presente pérfido) ao destino meu atribuído: sobrenatural felicidade branca ao visionário idealista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se este sou eu, e assim me encontrar, não mais me restará tempo. A minha vida é agora. Os meus sonhos estão fincados no meu desejo de sobressair-me, escapar da fuga longa da mágoa que me vê. Quero que meus amores venham logo; aproximem-se. Sinto que não posso mais esperar o medo do fracasso cessar; preciso, necessidade uma, transformá-lo no sentido - o sentido das minhas dúvidas imbecis, grávidas estéreis à espera de um sinal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7427439953320994061?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7427439953320994061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/temo-acordar-subitamente-e-perceber-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7427439953320994061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7427439953320994061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/temo-acordar-subitamente-e-perceber-que.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-6263252028608282704</id><published>2007-09-09T02:14:00.000-03:00</published><updated>2007-09-09T02:36:30.809-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O semblante distante é muito enganador. As pessoas olham pra mim e têm a errônea impressão de que as coisas, pra mim, são fáceis; que tenho tudo o que quero nas mãos. Pior que isso: que meu sucesso não é advindo do meu esforço e mérito, mas de fatores extra-quadra que me fazem vencer o jogo. Pras pessoas, eu venço porque tenho a sorte de estar no lugar certo, no momento certo, iluminado por Alá. E mesmo que nada disso fosse real, eu ainda venceria, porque tenho a quem pedir recursos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É mais fácil optar pelo sucesso do outro pautado na sorte, em uma combinação de fatores que - aparentemente - transcendem capacidade e competência individual. Talvez eu seja, realmente, um milagre, uma realização que divina que só consegue as coisas porque é a representação de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ninguém escolhe ver a realidade mais nítida. As pessoas preferem fugir do que é concreto: eu trabalho para conseguir minhas coisas, e me transformo em 2, se for possível, para cumpri-las conforme eu me pressupus à alguma hierarquia sobre mim. Ninguém sabe ver que a minha responsabilidade comigo mesmo é proporcional à disciplina que tenho em realizar as tarefas que devo para que, através delas, eu possa - com o perdão do clichê - ser alguém na vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque eu levo uma vida muito menos rosa do que as pessoas enxergam. E não acho ruim: fico orgulhoso de saber que E escolhi assim; eu decidi me cobrar para que, como a maioria daqueles que me julgam, não vivesse os minutos do meu dia à barra da mãe. Trabalho porque preciso trabalhar de forma a satisfazer meus desejos pessoais, minhas necessidades próprias. Desde cedo. E tudo o que eu tenho, agora, nao é mérito de ninguém exceto meu próprio, reflexo da minha dedicação por vezes tortuosa à minha vontade de ser independente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, se eu nem estudo tanto quanto outros - porque não me sobra tempo para isso, não preciso espalhar e publicar. Não interessa a ninguém - a nao ser a mim mesmo - os meus horários diários; por isso mesmo não faço questão de repetir "Não tenho tempo" a torto e a direito. Até porque, se me falta tempo para lguma coisa, é porque dentro das devidas restrições, eu consigo me virar e obter o sucesso que você não consegue em trezentas horas vagas. Sob esse ponto de vista, as coisas realmente parecem fáceis para mim.&lt;br /&gt;Inteligência não é mesmo uma questão de esforço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-6263252028608282704?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/6263252028608282704/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/o-semblante-distante-muito-enganador.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6263252028608282704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/6263252028608282704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/09/o-semblante-distante-muito-enganador.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5133285840595834665</id><published>2007-08-18T05:04:00.000-03:00</published><updated>2007-08-18T05:25:21.691-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O argumento de "estou bêbado" não mais me convence. Não me compra. Não acredito que o álcool seja poderoso o suficiente para mascarar a identidade de alguém a ponto de escondê-la em terreno denso. O desvario causado pelo ácool, que a mim, ao menos, provém de uma agradávle sensação de liberdade e prazer, não está nem um pouco relacionado com o faot de fazer idiotices ou não, cometer burrices ou não. Ocorre que a desculpa é conveniente, e torna-se fáicl esconder-se atrás da justificativa da bebida, da embriaguez que conduziu Fulano a fazer coisas que não queria fazer, ou que não deveria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, isso não cola mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem bebe está ciente das consequências que sofrerá desde a primeira gota que toca o corpo, e levará apra sempre o fardo de, afetado pela simples química da bebida, ter feito na merda. Agora: faça merda sozinho. Não comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou realmente cansado de ouvir justificativas estruturadas na premissa da bosta do álcool. E daí? Eu estou bêbado nesse exato momento, e isso não impede a minha mente de trabalhar em lucidez e efervescer reflexões não menos importante do que aquelas que abrigo quando estou sóbrio. Pois eu não me corrompo por uma imbecil dose de qualquer porcaria que seja. Eu sou o que sou diante de álcool, água ou merda. Posso tornar-me alguém mais ou menos diferente, mas meus valores não se rendem à superficialidade do momento; eles são resistentes o bastante para se manter independentes - ainda que submissos à minha convicção de princípios - em meio ao furacão de emoções físicas (paradoxo?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso apenas revela que o álcool é um pretexto para realização de fatos outrora desejados porém talvez arriscados demais apra ser experimentados em carne crua. Prefere-se a carne trêmula, fatia dilacerada pela incerteza subjetiva mergulhada na bebida. Mas nada é capaz de esconder o que eu (ou você) realmente sou. Se é que há alguém que se esconde de algo, então isso não é referente à bebida, e sim às entraves sociais demasiadamente rígidas que não permitem que você, idiota, assuma sua posição na felicidade constante somente porque ela é diferente daquela vivida pela massa; você esconde-se no medo de descobrir-se humanamente crível; esconde-se atrás do pavor - e por que? - da entrega à paixão, ao amor, à efusão dos sentimentos que estão naturalmente tatuados em você, mas que preferes esconder em prol da manutenção de sua vida medíocre e limitada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu bebo. E fico alterado. Mas o reflexo é apenas isso: erros de digitação e vulnerabildade pessoal. Mas nada do resto foi modificado: continuo revestindo meus valores de sustento ideológico, agindo de acordo com meu plano de atingir a felicidade, buscando, apenas, ser livre. Busco ser meu próprio auto-retrato. Só desejo estar no calor do braço da paixão, que bem-sucedido, efetivará minha já elaborada poesia da redenção em amor lírica e visionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não estou bêbado o suficiente para saber que tudo o que disse é mentira, mas não estou igualmente tão sóbrio a ponto de me certificar que, embora a rejeição consista ferida de mágoa, eu te odeio e te desejo o Inferno de um mundo branco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois eu desejo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5133285840595834665?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5133285840595834665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/08/o-argumento-de-estou-bbado-no-mais-me.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5133285840595834665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5133285840595834665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/08/o-argumento-de-estou-bbado-no-mais-me.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-5199024543650292720</id><published>2007-08-03T00:50:00.000-03:00</published><updated>2007-08-03T01:29:37.648-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>--------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...e eu me vejo em colisão com uma epidemia de sensações que se disseminam em minha mente, nascem órfãs para abrigar-se na minha fertilidade imaginativa, em meu espaço de paz e redenção voltado à luz: minha escrita. Pois quando eu sento aqui, obrigado pela ânsia de transformar uma opinião em palavras, os corredores da minha alucinação se rendem à minha criatividade, fazendo borbulhar idéias e idéias que, fervendo, surgem intensamente dentro de mim. E eu, sem sequer perceber, vejo-as transpassar meu pensamento e atingir o mundo externo do eu, alienado ao inferno do bafo controverso que me consome enquanto um pensador que não assim se define, mas assim é: meus pensamentos não são passíveis de controle; eu os deixo fluir, para que com eles, desapareçam também minhas angústias fulgazes...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-------&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, meu bem, só temos o reinício. O ponto no qual paramos permanece intacto desde o instante em que fastou-se de mim e preferiu trilhar outros caminhos: não houve evolução. Estamos sós. Eu sempre estive aqui, e você ali; juntos, distantes, ou nada disso. E a nossa punição é o nosso recomeço; um recomeço dúbio, pois ao memso tempo que me traz felicidade em meio à sua aparição, me recorda que não precisava ter sido assim. Pois só há um fim quando o pacto se quebra. E eu não sei, ou ainda não aprendi, se â lacuna pode ser preenchida. Por que?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque minha vida é feita de recomeços.&lt;br /&gt;Quando amava, cessei. Aderi ao ódio pautado no desejo de vingança e recuperação. O amor, ferido, partiu-se, e deste vácuo eu renasci, construí minha esperança e esperei. Esperei para recomeçar. Mas para que? Porque houve a imbecil fragmentação de felicidade na extensão da minha mágoa fracassada - pois nem inteiramente ruim ela é capaz: é permeada, vez ou outra, por espasmos de felicidade. Absurdo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando sorria, mudei. Cansam-me os sorrisos falsos da minha sociedade incomum, risos altos e balofos deescuridão incerta. Prefiro a cara amarrada ao semblante hipócrita da perfeição platônica. Porque de filosofia de burros eu não participo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando crescia, freei. Se tanto crescer, onde vou chegar? Assusta-me a hipótese do fim, da brevidade do sucesso sexualmente espelhado na sensação de satisfação própria. E se acabar? Pois o fim me dilacera, faz sangrar feridas de auto-confiança críticas, crenças enigmáticas cujos contornos originam incógnitas em minha busca por salvação. Vejo meu futuro com gravidez à espera: e eu vou buscá-la. Assim. Enquanto for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E recomeço todos os dias quando estupidamente percebo que estou fazendo alguma coisa que mantém continuidade com outra, e me sinto repetitivo, redudante por insistir na permanência de um suspiro. Só então noto que não estou imerso em repetições, mas sim em responsabilidade adulta de manutenção de objetivos outrora quebrados por alguma ruptura vil que, hoje e amanhã, a vida me oferece. Eu vivo de recomeços; não consigo parecer chegar a algum fim. Menos mal; assim eu entendo que minha dinâmica de sobrevivência em meu próprio céu não se limita ao ponto final. Eu sempre anseio pela continuação após o suposto fim, pelo extra após o padrão, demandando, dessa forma, sustentação suficiente para me suportar do fim do fim ao fim do novo início - que jamais terminará. Pois eu adoto, então, o ponto e vírgula. Não é meu charme: é minha vida; [...]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-5199024543650292720?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/5199024543650292720/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/08/blog-post.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5199024543650292720'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/5199024543650292720'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/08/blog-post.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-8197449631578982228</id><published>2007-07-16T03:56:00.000-03:00</published><updated>2007-07-16T04:16:14.702-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Why is it that some people move on faster than others? Do they just let it go through the whisper of thw ind, just like that? I wonder if, in fact, they do let it go, or whether they happen to have an ability to get over things easilier than other people (me, for instance); simple as that.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;That amazes me because I'm virtually uncapable of surpassing my past fears and pushing them over the edge of my future, letting them flow over my own thoughts and ideas which I have no control of, but they just harvest over my fertil self, in this being that is me. And I can't change that; I don't even thing it's something people change; having the moving-on skill is a gift, which I was left without. That is why i don't blame myself for being stuck in the same spot over and over again; I know that there are things I can try, but they won't work unless I'm ready for it, unless I put mym ind to it and become mature enough to face the other half of the road. Still, it is painful to feel stuck, caught up in the exact sensation of numbness that I experience when I look back and see a whole world of disatisfaction opposed to the blank future ahead of me. I just don't see anything. Maybe I don't try hard enough; perhabs I'm THAT disbelieving, but I bleed everytime I ask myself the reason why I haven't moved on yet.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Answers are rare. Seems like they choose to reach, when everyone knows that one should be able to reach his own answers in order to be granted life. I don't feel like saying that life wasn't granted for me; it would sound terribly ungrateful, which I'm defenitly not. I am grateful for my family, my friends, my so-called life. But it isn't complete. The more I find myself eager to succed, the more I seem to fail and trip on my own expctations placed in a high pedestal above my head, way beyond the reach of my broken arms.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Life wasn't granted for me in the sense that it won't come to me as easier as I see it happening to my neighbors. Everything is harder for me; I face obstacles way too tough for me, too much more than my strength can handle. And I don't know how much more I can take, because everytime I see things going harder for me, I take a look at my friend, right over there, and get grustrated to see how handy things are for him.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;I wish I could move on like that. I wish I were able to let it go, to forget that happiness has touched me and seek it anyway, anyhow, somewehre through - what it seems - my long way to the lighthouse. "Cause moving on, although necessary, is not exactly what I'm looking for right now. I just want to get back to what I was before. "My life has been stolen from me". I must get it back.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-8197449631578982228?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/8197449631578982228/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/07/why-is-it-that-some-people-move-on.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8197449631578982228'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/8197449631578982228'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/07/why-is-it-that-some-people-move-on.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-7444254488738186837</id><published>2007-07-09T22:32:00.000-03:00</published><updated>2007-07-09T22:53:43.480-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não aceito meias-palavras; o discurso não deve, jamais, ser repartido quando em minha direção, ou então colidirei com fragmentos desconexos de alguma explicação que eu viso encontrar. Aceito diálogo, conversas, argumentação, desde que fundamentadas e suportadas por alguma estrutura que a faça válida. Desconsidero frases soltas; não prestam pra nada. Uma, duas ou três vidas isoladas não vão ultrapssar a minha altura - tornam-se inúteis.&lt;br /&gt;E odeio explicar. Odeio que me peçam explicação ou satisfação sobre ações que nem eu mesmo sou capaz de ler. E ainda que meu o sangue ferva perante a cara-de-pau das pessoas indiscretas e desocupadas que se interessam pelas minhas banalidades, elas não constituem todo o mal. O mal está em mim, que sou deficiente em minha própria assimilação interior; ter perpassado todos os centímetros de "eu" que revestem minha alma parece não haver sentido: eu ainda sou desconhecido, obscuro, fosco. Como esperar, então, que eu saiba me explicar? Não espere. Acima de tudo, seguindo o raciocínio, não pense que sabe; jamais! Não admito acepções deliberadas sobre um assunto que é carente de resposta concreta. E aí, ninguém vence, mas eu, sozinho, perco. Perco a paciência, a serenidade - se é que um dia ela me infiltrou, a ânsia, e os cabelos. Eu lido com meus dramas diariamente, diariamente impulsionados pela visão do outro, e sem perceber, mas com bafo quente, escorrego ao inferno que é a minha vida quando ela não é minha, mas dos outros também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Odeio a consciência de que os outros existem. Não posso limitá-los a toques efêmeros, rasgar seus alcances, censurar opiniões e calar suas bocas. Não posso pois expressar-se é um direito deles e do qual eu me embaso para explodir minha angústia e iniciar o embate. Borbulha-me infinitamente o ódio em me ver paralisado diante de tudo o que me corrói, e por mais que tudo não passe de mecanismos minúsculos e dispensáveis, eles regeneram-se em pequenez e fazem-se gigantes em meu departamento de julgamento. E julgo assim; brinco assim; sofro pelo fútil, pelo distante, por aquele que tampouco me vê.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas minhas mãos estão atadas. A medida imediata, que me vislumbra redenção e me fecunda de esperança, é isso. Isso. Sem isso, eu não sei para onde canalizar a negatividade que pulsa em mim; mas é somente ela que me faz crescer além de todos - dos outros - desejando abraçar minha cegueira épica e afastar, minuto entrelaçado com as batidas do sangue em peu pescoço, a colisão vil: catarse em meu cerne; eu e o outro, lágrima e sangue misturados no frio do metal que dói, e machuca.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-7444254488738186837?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/7444254488738186837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/07/no-aceito-meias-palavras-o-discurso-no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7444254488738186837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/7444254488738186837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/07/no-aceito-meias-palavras-o-discurso-no.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4876709739619093128</id><published>2007-06-14T00:44:00.001-03:00</published><updated>2007-06-27T23:43:19.982-03:00</updated><title type='text'>Simples assim.</title><content type='html'>Decidi jogar tudo pro alto, apostar na eventualidade que nunca pendeu a meu favor. Desfiz-me de modismos tradicionais, desarrumei o conforto habitual e instalei-me lá, no interior da bagunça que eu criei, soterrado pela poeira levantada pelo meu atirar violento de tradicionalismos. Está tudo muito confuso ainda; o ambiente respira o ar de sujeira que eu fiz ao modificar tudo o que já estava certo. Mas eu fiz; eu decidi alterar a disposição da loteria da minha vida. De imediato, me acho estúpido. Ridículo. Qualquer pessoa em minha situação cederia espaço ao pensamento fundamentado para tomar decisões encharcadas como as que eu tomei. Acho que cansei. Inconscientemente, abracei uma série de situações que me fizeram - me obrigaram! – expulsar tudo aquilo que já estava enraizado em mim, e vi-me associado a uma necessidade inexplicável de mudança, decepar raízes! Subitamente eliminei a estruturas sobre as quais meus pés pisavam tão seguros – até hoje. Agora, talvez vôo. Talvez aprenda, com a ausência de suporte, que a grávida é soberana, e se eu não me movimentar, eu vou cair. Quer saber?&lt;br /&gt;Já caí tanto, desci tantos níveis nos meus princípios em ser uma pessoa considerável, que só tenho a melhor: do inferno, eu só tenho a subir; mais abaixo, não há. Minha segurança jamais me trouxe fortalezas profissionais, pessoais; apenas corroborou os valores dos outros que manejavam meus comandos sociais. Fui vaidoso; deixei-me moldar pelo contorno do bem, daquilo que se espera de mim. Agora, estou no oposto. Estou no âmbito do incerto, do vazio e inseguro: como reagirei? O que farei diante das minhas incertezas múltiplas? Estou perdido! Desatrelei-me daquilo que me era convicto para ficar à mercê da uma incógnita. Estou assustado. Assustado pois se eu estava, realmente, do lado do bem, agora estou no meio do caminho. E mais assustado ainda por saber que não me importo um segundo em migrar para o mal: se é lá que está minha felicidade, lá corro ofegante com apenas a mão trêmulas que anseia por capturá-la, finalmente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4876709739619093128?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4876709739619093128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/06/simples-assim.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4876709739619093128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4876709739619093128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/06/simples-assim.html' title='Simples assim.'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4148808637983755938</id><published>2007-06-14T00:44:00.000-03:00</published><updated>2007-06-14T15:17:11.053-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tudo corrobora para que eu chegue em um ponto no qual me vejo de pé, inútil e passivo em um ambiente ridículo de posições pré-determinadas e direcionadas; ali, no entremeio, estou eu, movido pelas cordas que me fazem marionete por definição, manipulado por burrice e morte de valores. Talvez eu tenha me vendido. Talvez minha alma já seja presente ao inferno que a abraça; não soube me defender. às vezes não sou capaz de enxergar caminhos possíves, rumos pontuais que me levem em algum lugar bom, algum coração úmido e sólido. Sou aquele que se rende à imaturidade das pessoas à minha volta, que se isenta de responsabilidade para viver sozinho sem ela e mais ninguém, aquele que sofre pela solidão desejada e repulsiva. Levanto os braços ao reconhecimento de minha incapacidade de fazer algo que contribua para algum infeliz desse mundo gordo de ganância. que posso fazer se sou um deles? Deveria, então, fazer amor com o dinheiro, foder o computador, ir ao cinema com meus livros e dar voltas com minha auto-suficiência. Parece que é só o que tenho: ódio comprimido pelas paredes trêmulas de minha mente fraca, pobre e faminta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sou o resto de pó que machuca a consciência da luz - onde estavam os olhos crus de vida nua e simples? Sou o cego que finge sentir o vento na face, que finge sentir o cheiro da esperança, mas que só espera falhar, como sempre o faço e sempre farei enquanto me consistir como zero; e por definição (só): um traço de vazio na tensão do infinito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4148808637983755938?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4148808637983755938/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/06/tudo-corrobora-para-que-eu-chegue-em-um.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4148808637983755938'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4148808637983755938'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/06/tudo-corrobora-para-que-eu-chegue-em-um.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4432154966488673159</id><published>2007-05-31T05:19:00.000-03:00</published><updated>2007-05-31T10:25:12.427-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Será possível submeter eloqüencia à domnação alcóolica? Não! Dói-me revelar que mesmo tomado pela onda avassaladora qe o álcool insere em meu organismo, eu ainda assim, permaneço consciente, consistente em minhas dores, inapto a modificá-las e transformá-las em borboletas imbecis que me conduziriam ao céu verde. Verde? Nada mais me agrada. Não posso sequer desfrutar da ausência de lucidez quando mais preciso; minha mente me obriga a manter-me são, e nesse percurso duvidoso, caminho tremulamente, passo a passo em uma linha tênue demais para atingir a sobriedade ou a embriaguez. O que sou, então? Sou renegado pela vida. Antes a rejeitasse - ao menos restaria-me o orgulho de exibir o certificado de prepotência assuntosa em minha face cortada pela máoga do cerne; mas não. Não. A vida me rejeita, me atira na lucidez que eu prefiro não viver, me obriga a aceitar que fracasso perante o amor, e que dele, só posso esperar o reflexo de minhas infelicidades pessoais. Mas como escapar? Não há saídas! Vejo meus modelos delinearem contornos para seus futuros, e vejo minhas linhas submersas por minhas dúvidas, minha total incapacidade de ser! Quando serei? Estou cansado de subsitir à força física do corpo ignorante - pois ele não sabe do sofrimento da alma. E ninguém sabe que eu sangro quando bebo, quando transbordo embriaguez fútil nas margens do meu rio podre. Sangro pois não sei viver. Ninguém imagina que quando tropeço em minha prórpias pernas fracas pelo efeito do álcool e cambaleio no chão, aproveito para cair diante de minhas falhas; e enquanto estou derrubado, sou oportunista, e uso a situação para gritar de dor vil, exclamar de acidez de princípios; mas eles pensam que eu apenas caí de bêbado...&lt;br /&gt;E como gosto de apenas ser, de resistir ao frio ofegante, sentindo minha respiração pura no ar apertado do meu coração. Gosto de ser. Mas odeio ser o que sou. E odeio ver meu passado chorar lágrimas de piedade frente ao meu desencontro interior! Por que não posso simplesmente me alimentar, me tratar e assim, nascer? Não posso! Assassino meu passado, mas ele retorna à realidade com imagem que coexiste com meu presente, e a confusão que meu cérebro abriga faz de mim bêbado de lucidez, bêbado de mim, morto de conteúdo e fomento para resistir.&lt;br /&gt;Meus olhos fecham, palavras tombam à minha frente. Vejo acentos vagando acima de vogais irônicas, consoantes bailando ao som da melodia do meu choro. Vejo meu alfabeto inteiro aplaudir meu autógrafo de desistente da existência fracassada do terror. A catarse me é inveitável; todavia, mesmo crível, parte minha carne, me faz sangrar, me faz querer correr em busca de redenção no amor que um dia eu vomitei à luz do ouro pedra; rocha; brilha. Meu diamante se perdeu. Minha proposta de orgulho está acalentada pela canção da tristeza que entoa o ritmo das baladas funerais, daqueles que hoje vivem em outra camada de luz.&lt;br /&gt;Talvez nao existam talvez(es). Talvez tudo passe, talvez não. Talvez eu esteja apenas parindo os efeitos pobres do meu alcoolismo boêmio prematuro, precoce de que gozo à fortuna de minha sobriedade frequentemente ridícula, e dela rio, gargalho como pateta do bolo de cristal. Mas talvez tudo seja verdade, e tudo machuca. Machuca-me a realidade, fere-me o existir da verdade perante meus olhos, minha vida que sequer existe. E não sei o que fazer. Fico inerte, à espera de um milagre que venha traçar meu esboço final....e o espero, pois mais me pareço passível de desabamento pérfido do que reconstrução sobrenatural.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4432154966488673159?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4432154966488673159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/ser-possvel-submeter-eloqencia-dmoniao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4432154966488673159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4432154966488673159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/ser-possvel-submeter-eloqencia-dmoniao.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4198568411341524171</id><published>2007-05-23T01:18:00.000-03:00</published><updated>2007-05-23T01:29:01.703-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Atingi o máximo de espera que uma vida pode suportar. Não consigo mais conceber minha vida sem sentido. Não encontro resposta apra todos os meus "para quê?"; eles soam vazios, refletem as lacunas da minha existência moribunda. Espero tanto que o dia em que encontrar, já não mais poderei intensificar o prazer e aproveitar o ouro. Terei que usá-lo para meu funeral. Usá-lo? Bobagem. Queima-me ao sol e atira-me no lixo; guarda-o para aqueles que, fortunadamente, nasceram passíveis de amor. Eu me defino pela ausência, não osmente de amor, mas de substância. Tão leve, penso que se fechar os olhos e dromir, não saberei distinguir minha morte de um vôo catapultado pela sopro do adeus...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4198568411341524171?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4198568411341524171/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/atingi-o-mximo-de-espera-que-uma-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4198568411341524171'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4198568411341524171'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/atingi-o-mximo-de-espera-que-uma-vida.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4268864720755463501</id><published>2007-05-21T22:42:00.000-03:00</published><updated>2007-05-21T23:05:11.845-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não me interessam as justificativas vagas que estacionam de atrevessado em minha garganta no mesmo instante em que pairam; pois elas me sufocam com essência dominada como se eu fosse tamanhamente desvirtuado a ponto de ser passível de recebê-las! Ofende-me a discreta hipótese de atenção se a tua cara não nega o desprezo que lavará a minha alma já limpa; os teus olhos não negam. Nem deveriam. Deveriam envergonhar-se de se proporem representar papéis ínfimos frente ao vasto céu que o sobrepõe, sobretudo diante de mim, que tudo enxergo de antemão. Recusa-te a enxergar o embate entre o próprio e o pouco, mas mal sabe que já o vives em suas alma...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realmente não me cabem mais desculpas, mais argumentos esburacados que eu estraçalho com uma borda de meus princípios sustentados ao fogo. Estou cansado de ser o elo que dá as mãos a componentes estranhos agora; fogem da minha percepção de vida, derrapam em seus próprios valores de respeito e reciprocidade. Não quero ser incentivador dessa ciranda de linho, tampouco parte de qualquer movimento que esteja fadado ao fracasso original - porque depois de derrotado, nauseia-me reviver espasmos de derrota fraca - esta, que me fazes vislumbrar tão cedo vejo teu reflexo. Não quero mais ser usado, ser brincado, ser atirado ao alto à espera de quem vai me segurar quando eu cair - pois invariavelmente, me encontro com a face dilacerada em meio ao solo áspero que, ao pé do meu ouvido, me sussurra: fuja. E eu me nego, pois quem fugirá é quem me joga, e não quem resiste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Espero a tua saída.&lt;br /&gt;Demando rapidez, discrição e silêncio. Não tenho mais tolerância com quaisquer lascas de caráter que derrubar em meu corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Give me myself back and don't stay".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4268864720755463501?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4268864720755463501/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/no-me-interessam-as-justificativas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4268864720755463501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4268864720755463501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/no-me-interessam-as-justificativas.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-9108956838385503177</id><published>2007-05-13T23:20:00.000-03:00</published><updated>2007-05-13T23:27:06.286-03:00</updated><title type='text'>O texto parido na aula de Literatura Inglesa, por volta das 22:00 horas</title><content type='html'>Senti-me grávido; não pude esperar; pari na aula.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;-----&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sopro de vida indesejado - como abafá-lo? Acreditei estar morto, e está, eu o vi com o cerne cru, em respiração dilacerada pelo meu desejo de finitude. Ainda assim, meu coração chove quando subitamente vislumbra o vulto ao longe; meu estômago amanhece, e a natureza de mim manifesta a insatisfação de ser tocada dessa forma! O que é que reside em mim atrelado aos restos de ti que eu deixei irresponsavelmente à vista - que reside em mim de você -  grita. Grita não como vitrine da dor, mas como reivindicação de fim. Protesto à resistencia àspera de minhas células sensíveis à sua imagem, as mesmas que ensinei morrer. Não aprenderam. Pois morte não vive como vida nua; ela troveja de repente e cessa o fogo que insiste incandescer. E aprece vela que se recusa a apagar com um sopro quente. Você volta do entrave e queima em mim. Só busco o fim. Desejo ver - sem olhos míopes agora - o auro percurso derradeiro de sua existência já morta, ou senão, parece-me, é o que devo fazer: explodir tudo e acreditar no amor. Catarse. Depois.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-9108956838385503177?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/9108956838385503177/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/o-texto-parido-na-aula-de-literatura.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/9108956838385503177'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/9108956838385503177'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/o-texto-parido-na-aula-de-literatura.html' title='O texto parido na aula de Literatura Inglesa, por volta das 22:00 horas'/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-4405569936311086756</id><published>2007-05-01T01:33:00.000-03:00</published><updated>2007-05-01T01:46:16.720-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Se o meu mecanismo de relacionamento pessoal somente trabalha no movimento de repulsa, em que lugar chegarei com minhas atitudes, meus socos em algodão? O afastamento não caminha em rodovia de mão-dupla; não me parece assim. Parece que vai, desliza além da minha retina, e jamais o vejo voltar pela outra mão. Toma um sentido e jamais retorna.&lt;br /&gt;Minha essência não é ímã, não tenho o magnetismo da amigabilidade capaz de aproximar quaisquer cidadãos que conheça a ponto de os fazerem permanecer, ficar, deitarem em meu peito e ouvir meu suplícios. Nem são tantos assim. São espasmos de dor, de solidão...Acreditava que algum momento, ao longo do percurso, eu tornaria a distância branda, acentuaria minha identidade acreditando que ela pudesse ser o ímã de bons fluídos que tanto desejo respirar. Esperava, deseja, que parasse de agir como mola, atirando pessoas longe de mim, aquelas que se arriscaram chegar perto. Mas não foi possível. Tento encontrar desdobramentos outros que não impliquem em conferir a mim mesmo o controle total das minhas próprias atitudes. Impossível. Sou responsável pelo que faço. Não há como me separar do que sou. E assim, só posso crer que me ramifico entre a desfiguração da minha cultura intrínseca e a perpetuação do distancimaneto dos campos magnéticos positivos, que se recusam - pelas leis que não cabem a mim - tocar o ponto negativo. Não vejo saídas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-4405569936311086756?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/4405569936311086756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/se-o-meu-mecanismo-de-relacionamento.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4405569936311086756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/4405569936311086756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/05/se-o-meu-mecanismo-de-relacionamento.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-3401936442529867581</id><published>2007-04-28T19:39:00.000-03:00</published><updated>2007-04-28T19:41:25.931-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje a tarde cochilei, e sonhei com uma frase. Me assustei. Eu jamais sonho; quando sonho, nunca é com palavras.&lt;br /&gt;E agora?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Eu amanheci sem notar minha luz, sem perceber que no processo, eu escurecia. Então assim, com o mesmo ímpeto, eu anoiteci - feito a passagem de um meteoro que foge de um lugar para outro, sem nunca saber a origem ou o destino final."&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-3401936442529867581?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/3401936442529867581/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/hoje-tarde-cochilei-e-sonhei-com-uma.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3401936442529867581'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3401936442529867581'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/hoje-tarde-cochilei-e-sonhei-com-uma.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-508535385864054438</id><published>2007-04-26T23:47:00.000-03:00</published><updated>2007-04-27T00:05:23.510-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Guardo um espaço de tempo em que possa infiltrar o amor que há dentro de mim; anseio pelo momento em que, finalmente, conseguirei dizer as coisas que pipocam em minha mente vez ou outra. Porque sem querer, como um tropeço suave, me pego construindo declarações de afeto ao vazio, encontro letras e palavras e frases e textos inteiros já formulados, já nascidos prontos, divagando sobre o tanto que sinto de amor, sobre a indissociabilidade da minha vida da sua - como somos necessários para a propagação de nossas próprias filosofias! Separo frases alheias, roubo conceitos de meus ídolos, mantenho tudo aprisionado em algum lugar dentro de mim, algum lugar que, adormecido, vive à espera do despertar de um sentimento furtivo e borbulhante. Mas quem é você? Preciso te encontrar. Preciso te dizer tudo que está preparado, tudo que gerei a partir da minha necessidade de te ter. Nada está incompleto; tenho todos os dizeres do mundo em meu discurso, pronto a ser declarado a você, em uma serenata piegas, que me fará soar patético. Mesmo assim, eu direi. Direi que preciso te falar muita coisa. E não se preocupe com o tempo; nao tenho todo o tempo do mundo, mas tenho o mundo que me penetra no tempo. Compreende? E nele, habita a minha tarefa essencial, prmeira da minha lista de prioridades: esvaziar a coletânea de amor que venho tecendo para te cobrir - para cobrir-me de minhas tempestades interiores. Pobre; resta um problema: você não vem. Jamais. Não me entristeço, pois não atingido pelo ás de sua visão, não há como lamentar perder-te quando sequer te tive. Eu não quem és. Não sei.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-508535385864054438?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/508535385864054438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/guardo-um-espao-de-tempo-em-que-possa.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/508535385864054438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/508535385864054438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/guardo-um-espao-de-tempo-em-que-possa.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-3773878921386717244</id><published>2007-04-17T23:59:00.000-03:00</published><updated>2007-04-18T00:03:57.751-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sou um respaldo de singularismo, unitário no conjunto dos seres reais. Não me vejo inserido em nenhuma categoria institucionalizada, difundida, estabelecida. Faço parte da categoria única de mim mesmo, um espaço que só eu habito e subsisto de meu próprio fomento, buscando alimentar minha chance de sobreviver. Isso não significa que sou especial, que sou deus. Simples assim: apenas observo que não sou classificável; não sei dizer o que sou: se sou homem ou animal, fértil ou estéril. E o grande erro daqueles que resistem em me entender reside na tentativa frustrada de buscar o entendimento de mim. Procurar compreender-me é vago, classificar-me também. Ao tentarem me moldar, notam que rapidamente fujo às fragmentações já existentes, e em grupos, deliberam sobre minhas atitudes, meus conceitos. Mas estes são próprios; eles vêm de dentro. Nascem de mim, protegidos pela filosofia que construo insconscientemente à margem de meus ídolos - mas acima de tudo, sou original. E antes, apenas sofria por tentar encontrar o meu reflexo nos universos já existentes, e doía não ver a minha imagem lá. Pensava estar morto; pensava em morrer. De repente, encontro-me estável em minha entidade mãe, na qual cultivo meus valores e colaboradores, e vivo isento de sofrimento não pelo fato de existir em meu mundo, mas sim pela questão de aceitar que essa é a única forma viável que me manterá vivo: a compreensão de que sou destoante, e em minha luz, eu conduzo os rumos, direciono a platéia e conquisto o amor que me é necessário para chorar morangos de esperança.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-3773878921386717244?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/3773878921386717244/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/no.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3773878921386717244'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/3773878921386717244'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/no.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-117651010780666483</id><published>2007-04-13T21:21:00.000-03:00</published><updated>2007-04-13T21:28:18.616-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sabia que isso aocnteceria um dia. &lt;br /&gt;Quem &amp;eacute; bom, paga o pre&amp;ccedil;o por querer compartilhar. Quem &amp;eacute; imbecil, copia, faz pl&amp;aacute;gio...pl&amp;aacute;gio burro e inocente - nada parecido comigo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Infelizmente, n&amp;atilde;o vou deixar de escrever por causa de um ou outro desmerecido; continuarei aqui, speaking out my mind. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paci&amp;ecirc;ncia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser foda &amp;eacute; foda; foder com os outros &amp;eacute; bem diferente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-117651010780666483?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/117651010780666483/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-sabia-que-isso-aocnteceria-um-dia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117651010780666483'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117651010780666483'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-sabia-que-isso-aocnteceria-um-dia.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-117617607009004674</id><published>2007-04-10T00:34:00.000-03:00</published><updated>2007-04-10T00:34:30.176-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu n&amp;atilde;o fico bravo com voc&amp;ecirc;s. Eu me decepciono comigo mesmo por ainda assumir o memso papel de idiota que cultivo desde que me entendo por gente, e que me revela como o ser-humano que hoje sou - se sempre serei. Sou eu que permito que as pessoas fa&amp;ccedil;am de mim o que quiserem, e diante da passividade imbecil, eu s&amp;oacute; tenho a praguejar contra a minha invalidez. Chamar-lhes de idiotas? N&amp;atilde;o. Idiota &amp;eacute; aquele que deixa ser enganado, que n&amp;atilde;o v&amp;ecirc; a mentira se aproximar mesmo estando a um palmo da cara, e assim, ing&amp;ecirc;nuo e crente na mudan&amp;ccedil;a, &amp;eacute; atropelado pela intelig&amp;ecirc;ncia dos outros. S&amp;oacute; tenho a aplaudir. E a invejar: se eum dia eu for metade da intelig&amp;ecirc;ncia que voc&amp;ecirc;s s&amp;atilde;o, me darei por satisfeito; terei, ao menos, um car&amp;aacute;ter pass&amp;iacute;vel de ser bem-sucedido na sociedade que planta cidad&amp;atilde;os hip&amp;oacute;critas e colhe frutos da mesma qualidade. Vez ou outra, nasce aquele diferente, destoante, mas ele nunca dura. Morre. Deixa-se soterrar pelos outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desejo, um dia, ser metade disso tudo: ser capaz de mentir, de agir como se n&amp;atilde;o me importasse com os valores. Porque eu, crian&amp;ccedil;a, ainda me importo. Ningu&amp;eacute;m havia me avisado que o mundo n&amp;atilde;o est&amp;aacute; sorridente e azul como eu pensei estar, h&amp;aacute; meses. Continua sujo e cruel, nojo transbordando os olhos falseados das pessoas; todos v&amp;ecirc;em, exceto eu. Mas &amp;eacute; assim. Como eu memso disse: j&amp;aacute; deveria saber, deveria ter aprendido li&amp;ccedil;&amp;otilde;es, mas sonhador, preferi crer na ilusao de que generalizar s&amp;oacute; fode com tudo. Adivinhem? N&amp;atilde;o generalizar e acreditar nos saldos dourados de cada fode mais ainda, fodeu comigo. E a&amp;iacute;? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o adianta. &lt;br /&gt;Eu sou cabe&amp;ccedil;a-dura, e agora, com raz&amp;atilde;o. Permiti-me mudar de id&amp;eacute;ia uma vez; deixei que eu sonhasse, que acreditasse na recupera&amp;ccedil;&amp;atilde;o, no bem, nos amigos. Aniquilei o Guilherme obscuro. Mas ele sempre teve raz&amp;atilde;o. As pessoas s&amp;atilde;o movidas por interesse, por vontades pr&amp;oacute;prias e interiores, incapazes de vislumbrar sa&amp;iacute;das poss&amp;iacute;veis a todos. E isso eu j&amp;aacute; sabia, mas agora, volto a construir essa parede que eu havia destruido para deixar que ela me separe de todos voc&amp;ecirc;s que tanto me nauseiam e me fazem sentir nojo de fazer parte da mesma ra&amp;ccedil;a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amigos?&lt;br /&gt;Uma ova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais do que nunca, sei que dos muitos que me fazem rir, poucos n&amp;atilde;o me fazem chorar. De que adianta afagar e enfiar a m&amp;atilde;o na cara? Fodam-se. E a minha decis&amp;atilde;o de n&amp;atilde;o querer sair, de preferir a seguran&amp;ccedil;a do meu ambiente, agora, me conforta muito mais: daqueles que eu confio, um n&amp;atilde;o est&amp;aacute; do meu lado; outro, &amp;eacute; igualiznho a mim, ranzinza e ciente. Do resto, sobra meia-bosta.&lt;br /&gt;Ou bosta-inteira. Depende do referencial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O inferno est&amp;aacute; cheio de pessoas como voc&amp;ecirc;s...e eu. A gente se v&amp;ecirc; l&amp;aacute;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(no revision)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-117617607009004674?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/117617607009004674/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-n.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117617607009004674'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117617607009004674'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-n.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-8127802.post-117608735118395063</id><published>2007-04-08T23:55:00.000-03:00</published><updated>2007-04-08T23:55:51.286-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu n&amp;atilde;o entendo muito bem o meu processo de relacionamento com os outros, e n&amp;atilde;o compreendo o que me tornou assim, t&amp;atilde;o...&amp;aacute;spero. N&amp;atilde;o &amp;eacute; de hoje que percebo que venho dizendo coisas na lata, no momento em que me v&amp;ecirc;m &amp;agrave; mente, simplesmente porque penso que &amp;eacute; o momento certo de diz&amp;ecirc;-las. E n&amp;atilde;o estou me referindo &amp;agrave; situa&amp;ccedil;&amp;otilde;es de briga ou discuss&amp;atilde;o: sempre, desde alguns tempos, eu digo o que penso, de certa forma at&amp;eacute; com grosseria, e n&amp;atilde;o raro, acabo machucando - ou ao menos atingindo - pessoas. Mas eu n&amp;atilde;o sei fazer o contr&amp;aacute;rio. Sinto que, se h&amp;aacute; algo a ser dito, ent&amp;atilde;o a mensagem deve ser enviada. Pra qu&amp;ecirc; mant&amp;ecirc;-la em segredo, dentro da minha cabe&amp;ccedil;a?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todas as pessoas vivessem &amp;agrave; base da verdade, muitas hiporcrisias cairiam por terra. U&amp;eacute;, se eu n&amp;atilde;o gosto de algo, eu falo. Se eu acho que algo n&amp;atilde;o est&amp;aacute; bonito, eu falo. E por que faria diferente, se n&amp;atilde;o corresponderia &amp;agrave; minha real opini&amp;atilde;o? N&amp;atilde;o entendo a origem da mentira. N&amp;atilde;o compreendo as justificas de faz&amp;ecirc;-las proliferar-se. Talvez minta-se visando o bem-estar social, a polidez, mas eu n&amp;atilde;o consigo mais ser assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez a sociedade tenha me deixado dessa forma, envolto nessa crosta dura. J&amp;aacute; ouvi tantas coisas ruins - que eram em parte apuradas - que decidi n&amp;atilde;o mais guardar verdades dentro do peito. Ter tomado tombos, levado socos e sofrido me fez querer afastar o sofrimento de outras pessoas tamb&amp;eacute;m. Por isso, se hoje algu&amp;eacute;m me acha grosso, &amp;eacute; por um bem maior: &amp;eacute; pra n&amp;atilde;o mentir e dizer algo agrad&amp;aacute;vel s&amp;oacute; porque &amp;eacute; aquilo que voc&amp;ecirc; quer ouvir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Oportunidades de acabar minha solteirice t&amp;ecirc;m surgido com frequencia, mas eu, constantemente, realizo meu exerc&amp;iacute;cio de honestidade, e a&amp;iacute;, novamente, as pessoas se afastam, se dizem magoadas, e ponto. Como eu disse: n&amp;atilde;o vou rebuscar a realdiade s&amp;oacute; pra sanar necessidades f&amp;iacute;sicas; eu digo o que deve ser dito. E eu n&amp;atilde;o lido bem com elogios. Quando algu&amp;eacute;m me diz algo de positivo, s&amp;oacute; tenho a pensar que &amp;eacute; uma mentira deslavada (o que seria uma mentira lavada? Seria uma mentira cheirosinha?) ou que, ainda que seja verdade, h&amp;aacute; algum interesse por detr&amp;aacute;s dessa mensagem. Quando percebo que nada disso ocorre, eu aceito - o que &amp;eacute; raro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei l&amp;aacute;, ahco que da mesma forma que h&amp;aacute; coisas que devem ser ditas, h&amp;aacute; aquelas que podem ficar submersas. Eu entendo elogios, mas n&amp;atilde;o os aceito mesmo, porque tenho certeza que - quase sempre - v&amp;ecirc;m mascarados por metamensagens narcisistas. E, somando-se a isso o fato de que eu n&amp;atilde;o aceito qualquer pessoa ao meu lado, compreende-se, facilmente, a minha solteirice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficar sozinho &amp;eacute; ruim. Ficar mal-acompanhado &amp;eacute; pior. Ao longo dos anos, aprendi isso. Companhias podres chegaram a empodrecer minha alma, algo que eu luto para que nao ocorra novamente. Por isso, n&amp;atilde;o &amp;eacute; qualquer um que vai ficar ao meu lado. Al&amp;eacute;m de saber lidar com minha gorsseria e rigidez naturais, ter&amp;aacute; que ter paci&amp;ecirc;ncia. Ou ent&amp;atilde;o, ser igualmente rude como eu. Ser um espelho, um reflexo, n&amp;eacute; Cici?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/8127802-117608735118395063?l=holeinmymind.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://holeinmymind.blogspot.com/feeds/117608735118395063/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-n-cici.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117608735118395063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/8127802/posts/default/117608735118395063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://holeinmymind.blogspot.com/2007/04/eu-n-cici.html' title=''/><author><name>Guilherme</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10440107731137958575</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
